Ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França criticou duramente o texto que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) publicou nas redes sociais, na sexta-feira, defendendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) (Alexsander Ferraz/Vanessa Rodrigues/AT) O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França criticou o texto que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) publicou nas redes sociais, na sexta-feira, defendendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Um dos textos mais vergonhosos e humilhantes que um líder dos paulistas poderia ter escrito”, disse França, afirmando ainda que Tarcísio é “submisso a uma família (Bolsonaro) e sem noção do tamanho da sua função”. O ministro, que já governou São Paulo em 2018 e deve ser candidato nas próximas eleições, sugeriu a renúncia do governador. “Não aceitamos ter um governador vassalo. Se não puder aguentar essa pressão da família, renuncia. Não humilhe os paulistas com essa subordinação”. França ainda questionou a falta de defesa de São Paulo e do Brasil por parte do governador, que é um apoiador declarado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O líder norte-americano prometeu taxa adicional de 50% para produtos brasileiros enviados aos Estados Unidos a partir de 1º de agosto, em suposta retaliação ao processo que pode resultar na prisão de Bolsonaro. “Respeitamos os Estados Unidos, mas não somos americanos, nosso presidente não é o Trump, não falamos inglês” disse. “Por favor, não nos envergonhe. Não se submeta”, emendou França. Mandado O ministro ainda ressaltou a recente conversa que Tarcísio teve com deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL), que está nos EUA. “Colocar em dúvida o Tribunal Superior Eleitoral do Brasil, nossos juízes, servidores públicos e os nossos votos. E o pior é fazer isso só porque um menino mimado (que seria Eduardo Bolsonaro) mandou”. Elogios O texto do governador elogia a “coragem” de Jair Bolsonaro após medidas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira, como o uso de tornozeleira eletrônica. “Se as humilhações trazem tristeza, o tempo trará a justiça”, escreveu Tarcísio de Freitas. Cobranças O governador ainda fez cobranças, colocando em dúvida o processo eleitoral no Brasil. “Não haverá paz social sem paz política, sem visão de longo prazo, sem eleições livres, justas e competitivas. A sucessão de erros que estamos vendo acontecer afasta o Brasil do seu caminho”. Procurado pela coluna, Tarcísio não se manifestou. Reunião O prefeito de Praia Grande e presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista (CBHBS), Alberto Mourão (MDB), se reuniu na sexta-feira com membros da diretoria do CBHBS para falar sobre o Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro). Verba Os recursos do Fehidro financiam projetos relacionados à gestão de recursos hídricos, incluindo o plano de macrodrenagem regional da Baixada Santista. A próxima reunião do comitê será realizada no dia 28 de agosto, às 15 horas, em Mongaguá. O local do encontro será definido nos próximos dias. Moeda verde O presidente da Câmara de Santos, vereador Adilson Júnior (PP, foto), queria criar o Programa Moeda Verde em Santos. Porém, o Projeto de Lei (PL) 388/2023, aprovado na Câmara, foi vetado pelo prefeito Rogério Santos (Republicanos). O presidente da Câmara de Santos, Adilson Júnior, queria criar o Programa Moeda Verde em Santos. Porém, o Projeto de Lei (PL) 388/2023, aprovado na Câmara, foi vetado pelo prefeito Rogério Santos (Vanessa Rodrigues/AT) O que era A proposta promovia a troca de materiais recicláveis e óleo de cozinha por alimentos, para incentivar a reciclagem e combater a insegurança alimentar. A cada 3 kg de materiais recicláveis entregues, o morador poderá receber 1 kg de alimento. Justificativa No Diário Oficial de quinta-feira, o prefeito publicou o veto alegando “vício de origem”, porque esse tipo de lei é privativo do Executivo. Adilson Júnior disse à coluna que conversou com o prefeito e recebeu a garantia de que a Prefeitura terá a iniciativa de implantar a medida. Violência policial Será em 4 de agosto, às 19 horas, na Câmara de Santos (Praça Tenente Mauro Batista de Miranda, 1, Vila Nova), a audiência pública sobre violência policial na periferia, solicitada pela vereadora Débora Camilo (PSOL).