“O governador Tarcísio (de Freitas, Republicanos) é um rapaz com qualidades, é um engenheiro também com méritos, mas, na minha visão, esse episódio dos americanos e a situação toda que ele passou mostraram um pouco o tamanho que ele tem. Ele tem tamanho para ser comandado, e não, para comandar”. Foi o que disse o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, em resposta à repórter Bárbara Farias. Durante visita a Santos ontem, França lembrou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifa de 50% sobre os produtos importados do Brasil no dia do feriado paulista da Revolução Constitucionalista de 1932. “Ninguém no dia 9 de julho, que é o dia mais importante para os paulistas, a honra dos paulistas que foi colocada em jogo, ninguém vai para uma churrascaria em Brasília perguntar para o (ex-presidente Jair) Bolsonaro o que fazer com as coisas do Trump. Tarcísio foi”. São declarações de um pré-candidato ao Governo Estadual em 2026. “Eu vou me candidatar a governador se o presidente Lula concordar que eu seja o representante do nosso grupo político aqui no Estado de São Paulo. Perdi uma eleição para governador (...) para um adversário (o ex-governador João Doria) que conseguiu o fenômeno de ser 100% rejeitado. Então, eu espero contar com esse pedaço.” Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Também critica Outro ministro que criticou a família Bolsonaro e aliados foi o de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Se não foi incisivo quanto à pré-candidatura dele ao Senado por Pernambuco, fez menções negativas ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e ao líder religioso Silas Malafaia, expostos em mensagens de áudio e texto. Emprego geral “A gente vai conseguir superar esse momento desafiador desse tarifaço. Que, de maneira irresponsável, (...) o Eduardo Bolsonaro e os setores bolsonaristas trabalharam contra o Brasil. Até porque o emprego não é de direita, de esquerda, de centro: o emprego é do povo brasileiro”, afirmou Silvio Costa Filho. Um mentor “Os áudios falam por si sós”, prosseguiu. “O principal amigo do ex-presidente, o Silas Malafaia, que é um mentor intelectual do bolsonarismo, colocou publicamente a sua posição, que aquilo ali não era uma ação contra a economia, era uma ação a favor de Bolsonaro. E quem perde com isso é o povo brasileiro.” Observação Márcio França, ex-ministro de Portos, se disse “muito surpreso” com a indicação, no Orçamento Estadual deste ano, de R\$ 10,00 à parceria público-privada do túnel imerso Santos-Guarujá. “Ele (governador) nunca falou em empréstimo, e nós estamos dispostos, também, se precisar”, a emprestar, pelo BNDES, a parte do Estado na obra. Esclarecimentos I A Secretaria Estadual de Parcerias em Investimentos respondeu à coluna, em resumo, que o Estado tem os R\$ 2,568 bilhões da sua metade de custeio público do túnel. “Há, ainda, um pedido de recursos em análise junto ao BNDES”. E falou mais. Tarcísio de Freitas (Vanessa Rodrigues/AT) Esclarecimentos II Ainda conforme a secretaria, os R\$ 10,00 indicados refletem “apenas o exercício de 2025”, pois não é preciso que haja dinheiro de imediato — o leilão do túnel será em 5 de setembro, e a construção começará em três ou quatro meses após a assinatura do contrato. Esclarecimentos III “Conforme o edital (do leilão), o Estado deve depositar sua parte no ato da assinatura do contrato, enquanto a União tem até 60 dias para aportar sua parcela. Caso isso não ocorra, o Estado poderá realizar o depósito ou contratar financiamento, dispondo de mais 40 dias para comprovar a operação.” Pedágios E, no domingo, quando Tarcísio de Freitas (foto) estará em Santos (leia na página 5), a União dos Vereadores da Baixada Santista (Uvebs) tentará interpelá-lo para tratar dos pórticos de cobrança de pedágio em rodovias concedidas na região. Em Santos O vereador Marcos Caseiro (PT) aceitou, e seu pedido de convocação do secretário de Saúde, Fábio Lopez, virou convite. Lopez deve ir à Câmara na próxima semana.