(Vanessa Rodrigues/ AT) São R\$ 199.030.683,30. Esse é o total das dívidas da Prefeitura de Mongaguá, apresentado na terça-feira (30), em entrevista coletiva, pelos secretários de Governo, Paulo Wiazowski Filho, e de Administração, Alexandra Nunes. São R\$ 79,933 milhões neste ano, em pagamentos de contratos, como os de manutenção do Hospital Municipal e limpeza urbana, e R\$ 119,097 milhões em débitos com prazo maior de quitação — R\$ 47,658 milhões em precatórios (débitos que não podem mais ser questionadas judicialmente), R\$ 38,497 milhões com a Sabesp e R\$ 32,942 milhões em empréstimos. Conforme os secretários, a situação se agrava porque o governo interino pagou despesas de 2024 com verba do Orçamento deste ano, não quitou compromissos atuais e declarou dispor de R\$ 46 milhões que não havia no caixa. Com base em decretos de julho, quando começou a gestão da prefeita Cristina Wiazowski (PP), já ocorrem restrições de gastos, revisão de valores de contratos e cortes no custeio das secretarias, à exceção de despesas com pessoal e encargos. Os cortes continuarão em 2026: a receita prevista para o próximo ano é de R\$ 461,927 milhões, R\$ 26,347 milhões inferior à deste ano. Até o fim desta edição, a Câmara não respondeu questões feitas ao presidente, Luiz Berbiz de Oliveira, o Tubarão (União), ex-prefeito interino. Parte do túnel O Governo Estadual reservou, no projeto da Lei Orçamentária para 2026, os R\$ 2,586 bilhões necessários à parte paulista do custeio da obra do túnel imerso entre Santos e Guarujá. A cifra está no documento, enviado na terça à Assembleia Legislativa pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A outra metade da verba será federal. Tinha assegurado Em nota enviada à coluna em agosto, a Secretaria Estadual de Parcerias em Investimentos havia assegurado que São Paulo tinha o montante. Assim disse em resposta ao ministro do Empreendedorismo, Márcio França, que criticara o fato de o Estado ter separado R\$ 10,00 para o túnel no Orçamento deste ano. Vereador novo Mongaguá tem novo vereador: Rodrigo Rodrigues (PDT), diplomado na terça. Substitui Aureo Tadeus da Silva, o Tadeu da Educação (MDB), cassado por compra de votos e declarado inelegível por oito anos a partir de 2024. A decisão final foi do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com a anulação dos votos de Tadeu, houve recontagem, e o MDB perdeu uma cadeira para o PDT. Novo em Santos Ministro do Meio Ambiente em parte do Governo Jair Bolsonaro, o deputado federal Ricardo Salles será a estrela do encontro regional que o Novo fará no sábado (4), das 9h30 às 12h30, em um edifício comercial no Gonzaga, em Santos. Hipoteticamente Pré-candidato a senador, Salles é tido como possível nome para o Estado se o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tentar a Presidência — o que nega. A vice-prefeita Audrey Kleys (Novo) estará entre os políticos locais no encontro. Mal súbito A ex-prefeita e ex-vereadora santista Telma de Souza, 81 anos, sofreu um mal súbito em casa, no Embaré, nesta quarta (1º). Ela foi atendida pelo Samu e encaminhada para o Hospital Beneficência Portuguesa. Lá, passou por exames para avaliar o quadro. Até o fechamento desta edição, ela seguia internada e não havia divulgação de diagnóstico. Professores Por ordem do desembargador Antonio Celso Faria, da 8a Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SP), a Prefeitura de São Vicente terá de voltar a pagar adicional aos professores com especialização, mestrado e doutorado. Adicional de volta Em agosto, o Município retirou o adicional, de até 15%, previsto desde 2015. Na terça, Faria ordenou a retomada do pagamento até o julgamento final da ação, de autoria de políticos do PSOL — os deputados Luciene Cavalcante (federal) e Carlos Giannazi (estadual) e o vereador paulistano Celso Giannazi. Vai decidir A Prefeitura diz não ter sido notificada da decisão. Quando for, verá como proceder.