(A Tribuna) Os deputados estaduais da região vão elaborar, em conjunto, um projeto de lei para que concessionárias de rodovias sejam obrigadas a ter planos de contingência para emergências. O objetivo é que não se repita o que aconteceu após o desabamento de uma passarela na Via Anchieta, que deixou milhares de pessoas paradas na pista de um dia a outro (leia mais na página 4). A ação foi definida em uma reunião virtual entre eles: Caio França (PSB), Matheus Coimbra Martins de Aguiar, o Tenente Coimbra (PL), Paulo Corrêa Júnior (PSD) e Solange Freitas (União, que coordena a Frente Parlamentar em Apoio à Terceira Pista, para ligar Capital e Litoral). Paulo Mansur (PL) não participou por estar no horário de seu programa de TV, mas deverá comparecer à próxima reunião do grupo, desta vez pessoalmente e na Assembleia Legislativa. Será na terça-feira, e foram convidados representantes da Agência de Transporte do Estado (Artesp) e da Ecovias Imigrantes, concessionária do conjunto de pistas que inclui a Anchieta. Para Coimbra, por exemplo, “os fretados poderiam descer pela Imigrantes. Ou que vans levassem pessoas a algum ponto de encontro na Baixada. O plano de contingenciamento obrigaria as empresas (rodoviárias), de acordo com o tempo parado, a fornecer hidratação ou meios alternativos de transporte”. Sem saída “Estamos bastante indignados com o que aconteceu. Não pelo acidente em si, mas com as ações da Ecovias. As pessoas ficaram 14 horas sem alimentos, 18, 20 horas sem comer. E, ainda, sem ter uma alternativa de descida”, reiterou Coimbra. Ao governador Solange Freitas — que desceu a Serra ontem, mas pela Rodovia dos Imigrantes — disse ter contatado a Ecovias e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Na conversa que manteve ontem de manhã com ele, a deputada propôs criar um sistema de comboio para caminhões e ônibus em emergências. Sem suporte “Mas isso não aconteceu, e as pessoas ficaram horas sem água, sem comida, sem banheiro, sem nenhum tipo de suporte. Precisamos de soluções alternativas para que isso não se repita”, cobrou Solange. Federais Dos deputados federais, manifestaram-se Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) e Rosana Valle (PL). Ele disse ter cobrado “respostas efetivas e imediatas” à empresa. Ela enviou ofícios à concessionária e à Artesp — que, a pedido dela, desde ano passado permite que vans com pacientes submetidos a tratamento na Capital desçam pela Imigrantes. Saldo a pagar Levantamento do repórter Diego Bertozzi, da TV Tribuna, dá conta de que passará de R\$ 3,5 milhões o prejuízo decorrente da queda da passarela. Incluem-se a retirada de destroços com guindastes, a carreta e a carga que transportava — de grãos de polímero, matéria-prima para fabricação de produtos como garrafas plásticas, pneus e roupas. Outras questões a resolver serão o pagamento das despesas e a eventual cobrança de ressarcimento. Mongaguá, enfim Será na terça-feira, às 19 horas, a sessão em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decide se Paulo Wiazowski Filho (PP) poderá ou não ser declarado prefeito eleito de Mongaguá. Pendência A questão está pendente no TSE desde 6 de dezembro, quando o ministro André Mendonça acatou recursos de adversários e negou o pedido de registro de candidatura de Paulinho. O tribunal julgaria a questão de modo virtual, mas outro ministro, Floriano Marques, pediu que fosse no plenário. Não chegou Ao contrário do esperado pelo Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Praia Grande, a Prefeitura não enviou ontem a proposta de reajuste salarial do funcionalismo. Agora, diz aguardar algo para segunda-feira. Fim de semana “Técnicos e secretários das pastas de Finanças e Administração efetuarão também durante o final de semana esse levantamento, com o objetivo de formatar uma proposta para a categoria dentro da realidade do Orçamento”, afirma o Município, sem dar data de conclusão.