[[legacy_image_125738]] O Dia Nacional da Homeopatia é celebrado 21 de novembro, quando, em 1840, chegou ao Brasil o homeopata francês Dr. Benoit Jules Mure. O médico foi salvo de uma tuberculose pelo tratamento homeopático, e passou a difundir o tratamento no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro. Segundo o Dr. Roberto Debski - médico especialista em homeopatia - o tratamento é reconhecido pela Associação Médica do Brasil (AMB) e também pelo Conselho Federal de Medicina. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Debski possui graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos (1987), e em psicologia pela Universidade Católica de Santos (2005). Especializou-se em Homeopatia (1990) e Acupuntura (1999). "Atualmente há cursos de formação em Homeopatia e residências médicas em diversas universidades. Esse tratamento praticado por um médico especialista é plenamente seguro e efetivo para crianças e adultos, com doenças agudas ou crônicas", explica. OrigemCitada por Hipócrates no ano 450 AC, a Lei dos Semelhantes diz que para tratar um indivíduo doente, é preciso aplicar um medicamento que, quando aplicado em um outro que esteja sadio, apresente os mesmos sintomas que o doente. É um princípio semelhante ao usado em vacinas. Debski lembra que o tratamento à base de homeopatia é natural, e não exclui a utilização da medicina convencional. "Ela pode [a homeopatia], inclusive, corrigir desequilíbrios na saúde quando ainda na fase inicial, evitando que a doença progrida para estágios mais avançados". Além do testemunho de milhões de pacientes atendidos, o especialista lembra que há estudos e trabalhos científicos que validam a terapêutica. "A homeopatia desde o seu início, por ser inovadora, passou por diversas fases, e atualmente faz parte do rol das especialidades médicas desde 1980. Mesmo assim, muitos médicos ainda não a conhecem nem são familiarizados com sua abordagem, metodologia e resultados", avisa. Individualidade"A homeopatia leva em conta a singularidade de cada pessoa, a sua totalidade biopsíquica, os fatores sociais e biopatográficos, que causam a doença, e aborda individualmente a maneira de cuidar", explica. O objetivo, segundo Debski, não é somente tratar doenças, mas sim promover saúde. "O ideal é a prevenção. Essa maneira de tratar pode se somar a outras práticas e tratamentos médicos, ampliando o leque de recursos nesse momento tão delicado de saúde pública em nosso país e no mundo", comenta. CriançasDebski explica que não há contraindicação da utilização conjunta da homeopatia com qualquer outro tratamento médico validado, inclusive para o tratamento em crianças. Nos pequenos, aliás, a terapêutica tem se mostrado sempre muito eficaz, e existem até alguns itens 'básicos' bastante comuns para os pais. "Mas a automedicação sempre deve ser feita com muito cuidado, enquanto se procura o contato com o médico homeopata responsável pelo tratamento", alerta. Alguns medicamentos básicos são a Arnica montana, para contusões leves, Belladonna em casos de febre, Hydrastis para rinite aguda, Gelsemium para resfriados, e pomada de Ledum ou Apis para picadas de inseto. "Como disse Hahnemann, criador da Homeopatia, por volta de 1800, 'na arte de curar, deixar de aprender é crime'. Que não sejamos nós esses perpetradores, mas sim veículos de cura, integrando diversos saberes, para uma humanidade ainda tão carente de saúde física e mental", finaliza.