Dia do Médico: presidente da APM-Santos destaca 'milhões de vidas salvas na pandemia'

Cirurgião António Joaquim Ferreira Leal explica que todo profissional gosta de desafios

Por: Maurício Martins  -  18/10/21  -  11:17
 António Joaquim Ferreira Leal assumiu o comando da Associação de Medicina em outubro de 2020
António Joaquim Ferreira Leal assumiu o comando da Associação de Medicina em outubro de 2020   Foto: Vanessa Rodrigues/AT

Passando por “sérios e obscuros caminhos”, mas “sempre antenados na melhor e mais eficiente forma de abordar a doença ainda incompletamente conhecida”. Assim o trabalho médico frente à pandemia é definido pelo cirurgião António Joaquim Ferreira Leal, presidente da Associação Paulista de Medicina (APM) em Santos.


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“Sob a coordenação responsável dos órgãos públicos de Santos, empreendemos inúmeros encontros com vários setores da comunidade, visando não apenas tratar, mas também orientar a prevenção. Nada faltou para que pudéssemos exercer dignamente a arte médica. Estresse, cansaço, insônia, e frustração frente ao eventual insucesso fazem parte do nosso dia a dia”, diz Leal.


Ele lembra que hoje também é Dia de São Lucas, “médico de homens e de almas”. “Precisamos e devemos comemorar, não apenas por nós estarmos vivos, mas principalmente por termos sido, durante os últimos dois anos, responsáveis por salvar milhões de vidas. A famosa frase de Hipócrates deve ser nosso guia: “curar quanto possível, aliviar quando necessário e consolar sempre”.


Leal ressalta que todo médico gosta de desafios e dificilmente se entrega fácil. “Nosso maior desafio é conseguir o reconhecimento daqueles dos quais cuidamos, nem que seja um simples e sincero ‘muito obrigado doutor’. Ser médico é percorrer uma estrada de sentido único, sem retorno, revestida de amor pelo próximo, condoer-se deste, utilizar-se de todos os meios tecnológicos e humanos que busquem dignificar a arte de curar”


Muitas felicidades
O presidente da APM-Santos diz que, apesar de “muitas vezes criticados, inadequadamente compreendidos e muito mal renumerados”, os médicos continuam a seguir o “dom que Ele nos deu”.


“Preocupa-me o futuro próximo. Com inúmeras faculdades de Medicina sendo abertas, sem qualquer critério sensato. Sem a mínima condição de preparar médicos pela falta de hospitais escola, de residências médicas supervisionadas por professores doutores compromissados com a missão de ensinar a nobre arte de curar”.


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