Pelo levantamento, 11,7% nunca fizeram o teste de colesterol e 34,2% realizaram há mais de um ano (Freepik) O combate ao colesterol elevado, cujo dia nacional foi celebrado ontem, é uma batalha que deve ser travada sempre pela população: uma pesquisa da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) revelou que 34% dos entrevistados não relacionaram o colesterol elevado como fator de risco a doenças cardiovasculares, como o infarto e o AVC. A situação é mais alarmante, considerando que cerca de 40% da população adulta no Brasil, ou 60 milhões de pessoas, convive com os índices acima do ideal. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Pelo levantamento, 11,7% nunca haviam feito o teste de colesterol e 34,2% tinham realizado há mais de um ano. Entre os que fizeram a medição, 13,9% afirmaram ter colesterol elevado. Mesmo assim, não faziam uso de medicação. Apenas 17,6%, também diagnosticados com colesterol alto, confirmaram tomar os remédios prescritos. Mas 12,9% dos que se submeteram ao exame desconheciam o resultado. Os restantes 55,6% estavam com o colesterol dentro da normalidade. A Socesp ouviu 1.765 pessoas, sendo 56,6% mulheres e 43,4% homens, nas regiões de Araçatuba, Araras, Bauru, Marília, Presidente Prudente, Santos, São José do Rio Preto, Vale do Paraíba e Capital paulista. Desconhecimento Para o diretor da Socesp, Andrei Sposito, a falta de conhecimento preocupa. “É um desafio que diagnosticados façam o controle adequado. Quando não há clareza a respeito das consequências, a tendência é que o cenário seja ainda mais grave”, avalia o cardiologista. O colesterol total é considerado alto acima de 200 mg/dL e o colesterol LDL (o ‘ruim’), aquele que impacta a saúde cardiovascular, está elevado a partir de 160 mg/dL. “Setenta por cento daqueles com alguma doença cardiovascular têm colesterol alto”, alerta Andrei Sposito. O diretor da Socesp ressalta que, para as pessoas que já sofreram infarto ou um acidente vascular cerebral, os valores do colesterol ruim devem ser ainda mais baixos (menores que 50mg/dL). “Para quem não apresenta fatores de vulnerabilidade cardíaca, permite-se até 130 mg/dL. Manter o colesterol ruim em níveis desejáveis para o seu perfil previne o primeiro evento ou sua recorrência”. Exame de sangue O colesterol elevado não apresenta sintomas e só pode ser detectado por exame de sangue, que precisa ser repetido pelo menos uma vez ao ano. Segundo o cardiologista, a verificação começa aos 10 anos e, quando houver histórico familiar, deve ser feita a partir dos 2 anos. Previna-se! Reduza o consumo de gorduras saturadas e trans Evite alimentos ricos em gordura saturada, como carnes gordurosas, frituras e alimentos processados. Dê preferência a alimentos ricos em gorduras insaturadas, como abacate, nozes, azeite de oliva e peixes ricos em ômega-3. Aumente o consumo de fibras As fibras ajudam a reduzir o colesterol LDL (o ‘colesterol ruim’). Inclua na dieta alimentos como aveia, frutas, legumes e verduras. Consuma alimentos ricos em ômega-3 O ômega-3 ajuda a aumentar o HDL (o ‘colesterol bom’) e reduzir o LDL. Boas fontes de ômega-3 incluem peixes como salmão, sardinha e atum. Atividade física A prática regular de exercícios físicos, como caminhada, corrida, natação ou ciclismo, ajuda a aumentar o HDL e reduzir o LDL Busque fazer pelo menos 30 minutos de atividade física moderada na maioria dos dias da semana. Outras dicas Mantenha um peso saudável: o excesso de peso pode aumentar o colesterol LDL Evite o consumo excessivo de álcool: o álcool em excesso pode elevar os níveis de colesterol Não fume: o cigarro prejudica a saúde cardiovascular e pode aumentar o colesterol LDL Controle o estresse: o estresse pode afetar os níveis de colesterol, então procure formas de relaxar e reduzir o estresse Consulte um médico: é importante consultar um médico regularmente para verificar os níveis de colesterol e receber orientações personalizadas