Medir a pressão é a melhor forma de diagnosticar a hipertensão (Imagem ilustrativa/ Pexels) A Hipertensão arterial, conhecida popularmente como “pressão alta”, pode ser traiçoeira: apesar de atingir grande parte da população, muitos dos que têm o problema nem desconfiam, pela ausência de sintomas evidentes. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A condição acontece quando o sangue circula nas artérias com força excessiva e constante, fazendo o coração e os vasos sanguíneos trabalharem em sobrecarga. Com o tempo, essa sobrecarga silenciosa pode elevar drasticamente o risco de complicações graves, como infarto e Acidente vascular cerebral (AVC), por exemplo. Por isso, especialistas alertam: não espere dor ou mal-estar para aferir a pressão. A medição regular, mesmo sem sintomas, é a forma mais confiável de monitorar a saúde cardiovascular. Sinais que merecem atenção: quando a pressão pode estar alta Embora a hipertensão possa não causar sintomas, alguns sinais podem indicar que a pressão arterial está elevada, principalmente quando há picos ou variações bruscas. Cardiologistas consultados por veículos de saúde listam os mais frequentes: Dor de cabeça forte ou fora do padrão habitual, especialmente na nuca ou nas têmporas. Tontura, sensação de desequilíbrio ou vertigem. Visão borrada, turva ou com pontos luminosos, reflexo de alterações temporárias no fluxo sanguíneo na retina. Palpitações, batimentos cardíacos acelerados ou irregulares. Falta de ar, especialmente em esforços leves. Náuseas, mal-estar generalizado, sensação de pressão ou desconforto na cabeça. Além desses, há sinais mais discretos e frequentemente ignorados que podem estar ligados à hipertensão: zumbido no ouvido, sangramentos nasais ou oculares repetidos, inchaço em mãos e pés, câimbras noturnas ou sensação de calor súbita na cabeça. Importante: esses indícios não confirmam pressão alta, mas funcionam como alertas. Em muitos casos, eles podem ser confundidos com cansaço, stress, desidratação ou níveis de ansiedade. O problema da “assassina silenciosa”: hipertensão sem sintomas O grande desafio da hipertensão é justamente a sua natureza silenciosa. Boa parte dos diagnosticados descobre o problema apenas em exames de rotina ou quando surgem complicações importantes. Segundo cardiologistas, essa característica torna a doença altamente subdiagnosticada, o que, por sua vez, pode postergar o início do tratamento e aumentar consideravelmente os riscos a longo prazo. Por isso, a recomendação médica é clara: meça sua pressão com regularidade pelo menos uma vez ao ano. Quem tem fatores de risco, como histórico familiar, idade avançada, sedentarismo, obesidade ou dieta rica em sal, deve monitorar com mais frequência. Quem está mais vulnerável e por quê Diversos fatores contribuem para o desenvolvimento da hipertensão. Entre os mais relevantes estão: Histórico familiar de pressão alta; Idade avançada; Excesso de peso ou obesidade; Sedentarismo e estilo de vida pouco ativo; Dieta rica em sal, gorduras e ultraprocessados; Tabagismo, consumo de álcool em excesso e estresse crônico. Esses fatores, isolados ou combinados, elevam a probabilidade de desenvolver hipertensão, mesmo em pessoas jovens e com aparência saudável. Pressão alta controlada: prevenção depende de estilo de vida Para reduzir riscos e manter a pressão sob controle, cardiologistas recomendam mudanças no estilo de vida e acompanhamento regular. Entre as medidas mais eficazes estão: Fazer aferições periódicas da pressão, mesmo sem sintomas. Adotar dieta equilibrada, reduzindo o consumo de sal, gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados; priorizar frutas, verduras, grãos integrais e alimentos frescos. Praticar atividade física com regularidade — tanto exercícios aeróbicos quanto de força. Evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool. Controlar o estresse, priorizar o sono adequado e manter hábitos saudáveis de vida. Seguir orientação médica e iniciar tratamento quando necessário — lembrando que a hipertensão, em muitos casos, requer controle contínuo. Quando procurar um médico de imediato Se você apresentar alguns dos sintomas citados, especialmente dor de cabeça intensa e persistente, visão borrada, palpitações, falta de ar ou desconforto no peito, não espere: meça a pressão arterial e procure avaliação médica. Esses sinais podem indicar picos de pressão ou complicações da hipertensão, que exigem atenção urgente. Segundo especialistas, tratar a doença precocemente salva vidas.