Medir o índice de glicemia é importante para o diagnóstico de diabetes (Imagem ilustrativa/Pexels) Uma doença que afeta milhões de brasileiros e que, muitas vezes, se desenvolve silenciosamente e não mostra sinais de avanço. O diabetes provoca aumento do açúcar no sangue e compromete vários órgãos e funções do corpo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 13 milhões de pessoas no Brasil sofrem com a doença. Por isso, ficar atento a determinados sinais pode fazer toda a diferença para evitar complicações futuras. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Especialistas alertam que a hiperglicemia tem uma reação diferente a cada organismo e que alguns sintomas são bastante comuns. Se persistirem ou surgirem de forma repentina, é importante procurar um médico e realizar os exames necessários. Um dos primeiros indícios costuma ser a sede excessiva. A pessoa sente necessidade de beber água o tempo todo, mesmo em dias mais frescos. Isso acontece porque o corpo tenta eliminar o excesso de glicose pela urina, causando desidratação. Consequentemente, outro sintoma frequente é o aumento do volume urinário — as idas ao banheiro se tornam mais constantes, inclusive durante a noite. A fome excessiva, mesmo logo após uma refeição, é outro ponto de atenção. Isso ocorre porque a glicose não consegue ser utilizada adequadamente pelas células, o que gera sensação constante de fome. Junto a isso, o emagrecimento inexplicável também pode ser um sinal de alerta: sem conseguir usar o açúcar, o organismo passa a queimar gordura e músculos para obter energia. Cansaço extremo e visão embaçada são mais dois sintomas importantes. A falta de energia é resultado do metabolismo desregulado, enquanto o acúmulo de açúcar nos vasos sanguíneos pode afetar a visão. Por fim, infecções recorrentes, especialmente na pele, boca e região genital, também podem indicar que o sistema imunológico está comprometido pelo excesso de glicose. Detectar esses sinais e buscar acompanhamento médico é fundamental para um diagnóstico precoce. O diabetes, quando controlado, permite uma vida longa e saudável, mas quando ignorado pode evoluir para complicações graves, como problemas cardiovasculares, neuropatias e perda da visão. Por isso, não hesite em ouvir o seu corpo e cuidar da sua saúde. Tratamentos De acordo com as recomendações da Associação Brasileira de Medicina (ABM), em sintonia com diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o tratamento do diabetes — seja tipo 1, tipo 2 ou gestacional — envolve uma abordagem multidisciplinar, com foco em controlar os níveis de glicemia, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente. Confira algumas dicas para o tratamento de diabetes Mudanças no estilo de vida Alimentação balanceada: plano alimentar individualizado, com controle da ingestão de carboidratos simples, aumento de fibras e redução de gorduras saturadas. Atividade física regular: pelo menos 150 minutos semanais de exercícios aeróbicos (como caminhada, natação ou ciclismo), combinados com exercícios de força/resistência. Controle do peso: alcançar e manter um peso saudável é fundamental, especialmente para pacientes com diabetes tipo 2. Uso de medicamentos Diabetes tipo 1: uso diário de insulina, em múltiplas doses ou por bomba de infusão contínua. Não há outro tratamento medicamentoso eficaz para esse tipo de diabetes. Diabetes tipo 2: pode envolver medicamentos orais (antidiabéticos), além de insulina em casos mais avançados ou quando o controle não é atingido apenas com comprimidos. Monitoramento da glicemia Controle regular dos níveis de glicose no sangue. Isso ajuda a ajustar o tratamento e prevenir episódios de hipoglicemia ou hiperglicemia. Educação em diabetes Acompanhamento com equipe multidisciplinar (médico, nutricionista, educador em diabetes, psicólogo) para empoderar o paciente no autocuidado e adesão ao tratamento. Prevenção e controle de complicações Controle rigoroso da pressão arterial e do colesterol Parar de fumar Exames periódicos de retina, rins e nervos periféricos para detectar precocemente complicações. Acompanhamento psicológico O apoio emocional e psicológico é essencial, pois uma doença crônica como o diabetes pode impactar a saúde mental do paciente.