Transtornos podem ocorrer simultaneamente, o que dificulta o diagnóstico (Imagem ilustrativa/Pexels) A depressão e a ansiedade são transtornos mentais que afetam a vida de milhões de brasileiros. Os sinais de cada um podem se confundir no início, mas ambos têm características específicas. É possível preveni-los, através da adoção de psicoterapias e ajustes nos seus hábitos diários. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O Ministério da Saúde alerta que a depressão é um transtorno que tende a ser crônico e recorrente, principalmente quando não é tratado. Ela provoca sensação de tristeza, autodesvalorização e sentimento de culpa recorrentes. Como consequências, também pode ocasionar falta de energia, preguiça ou cansaço excessivo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevalência de depressão na rede de atenção primária de saúde é de 10,4%, seja isoladamente ou associada a um transtorno físico. Já a ansiedade consiste em uma reação emocional que pode ser provocada por diferentes fatores. Ela se torna um transtorno quando se manifesta de forma exagerada e persistente, atrapalhando diferentes atividades no dia a dia. Os transtornos de ansiedade podem se dividir em diferentes tipos. Entre eles, estão o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), quando o indivíduo apresenta comportamentos e obsessões recorrentes, e também o Transtorno de Pânico, que pode causar taquicardia, tontura, suor excessivo e sensação de perda de controle. Características de depressão Tristeza profunda, apatia, desesperança Passado (culpas, perdas, fracasso) Baixa energia, falta de interesse ou prazer (anedonia) Cansaço extremo, alterações no sono e apetite, dores sem causa aparente Sentimentos de inutilidade, culpa excessiva Isolamento social, lentidão motora, choro frequente Maior risco de suicídio Pensamentos negativos recorrentes sobre si mesmo, o mundo e o futuro Reações geralmente diminuídas ou indiferentes Características de ansiedade Preocupação excessiva, medo constante Futuro (preocupações, cenários catastróficos) Estado de alerta, inquietação, sensação de tensão Tensão muscular, taquicardia, sudorese, respiração acelerada Medo de julgamento, insegurança constante Evitação de situações temidas, inquietação, compulsões (em alguns casos) Pode levar a ataques de pânico, fobias e outras complicações Pensamentos acelerados, preocupações repetitivas e incontroláveis Reações exageradas a estímulos percebidos como ameaçadores Como prevenir A psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental, é uma das principais formas de auxiliar no tratamento dos dois transtornos. O uso de medicamentos também pode ser adotado, mas somente com prescrição médica. O paciente também pode adotar mudanças no estilo de vida, como a realização de atividade física, alimentação balanceada, ter uma boa noite de sono e apoio social. Vale destacar que os dois transtornos podem ocorrer simultaneamente, o que dificulta o diagnóstico.