Se houver o aparecimento de nódulos, é recomendado investigar o caso (Freepik) Apesar de serem detectados de forma comum em exames de rotina, os nódulos na tireoide não devem ser ignorados. Em certos casos, eles podem representar sinal de câncer de tireoide, um tipo de tumor menos frequente, mas que figura entre os cinco mais diagnosticados em mulheres no Brasil. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o cirurgião especialista em cabeça e pescoço Dr. Rogério Dedivitis, o reconhecimento precoce é fundamental. “Na maioria das vezes, o câncer de tireoide se apresenta como um nódulo. É fundamental identificar os casos suspeitos para garantir diagnóstico precoce e tratamento adequado, que normalmente envolve a tireoidectomia, ou seja, a retirada da glândula”, explica o médico. Sinais de alerta Segundo o especialista, a investigação deve ser intensificada quando o nódulo aparece em crianças ou idosos, ocorre em homens, apresenta crescimento acelerado ou vem acompanhado de aumento dos linfonodos (popularmente conhecidos como “ínguas”). Exames que ajudam no diagnóstico A ultrassonografia é considerada essencial, por ser um método seguro, acessível e sem radiação. Com o recurso do Doppler colorido, o exame ainda permite avaliar a vascularização do nódulo, levantando suspeitas sobre sua natureza. Para Dedivitis, outro procedimento de destaque é a punção aspirativa por agulha fina (PAAF), preferencialmente guiada por ultrassom, capaz de coletar material para análise citológica. “A PAAF é o exame mais específico para indicar se o nódulo é maligno. Hoje conseguimos diagnosticar tumores muito iniciais, até mesmo aqueles que não podem ser palpados”, ressalta Dr. Dedivitis. Tipos de câncer de tireoide Entre os tumores da glândula, o carcinoma papilífero é o mais comum, representando até 85% dos casos, e costuma ser identificado com precisão pela PAAF. Já o carcinoma folicular, que responde por cerca de 10%, apresenta diagnóstico mais desafiador, sendo classificado como grau III na escala de Bethesda, padrão internacional para interpretação dos exames. Nessas situações, a conduta pode variar entre repetir exames após alguns meses ou recomendar cirurgia imediata, sempre considerando os fatores de risco e em diálogo com o paciente. Importância do acompanhamento médico Apesar dos avanços em diagnóstico e cirurgia, a principal recomendação dos especialistas é não negligenciar os sinais. “Hoje temos recursos diagnósticos avançados e procedimentos cirúrgicos seguros. O importante é manter acompanhamento regular, especialmente para quem tem histórico familiar ou fatores de risco”, conclui o Dr. Rogério Dedivitis.