Edu Guedes, de 51 anos, precisou passar por uma cirurgia de emergência no último sábado (Montagem sobre fotos de divulgação e Adobe Stock) O câncer no pâncreas, como o que foi diagnosticado no chef e apresentador Edu Guedes, de 51 anos, é considerado um dos mais agressivos e com elevada taxa de mortalidade. Ele precisou passar por uma cirurgia de emergência no último sábado (5), no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O pâncreas é um órgão localizado atrás do estômago, na parte superior do abdômen, e tem funções essenciais: produzir hormônios como a insulina e enzimas que ajudam na digestão. O câncer no órgão surge a partir de mutações em suas células, que passam a se multiplicar de forma desordenada e, com frequência, se espalham para outros órgãos — processo conhecido como metástase. O diagnóstico geralmente é tardio devido à ausência de sintomas específicos nas fases iniciais. No caso de Edu Guedes, o tumor foi descoberto após o apresentador ser internado com uma infecção urinária grave, desencadeada por uma crise renal. Durante a realização de exames para investigar o quadro, médicos identificaram nódulos no pâncreas, que posteriormente foram confirmados como cancerígenos. A detecção precoce aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento, que pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia. A operação foi fundamental para, além de remover imediatamente o tumor, prevenir metástases. Tipos, sintomas e motivos O câncer de pâncreas mais comum é do tipo adenocarcinoma (originário no tecido glandular), correspondendo a 90% dos casos diagnosticados. A maioria dos casos afeta o lado direito do órgão (a cabeça). As outras partes do pâncreas são corpo (centro) e cauda (lado esquerdo). Por ser costumeiramente silencioso nos estágios iniciais, o aparecimento de sintomas geralmente indica que o tumor já esteja avançado. Entre os sinais mais relatados, estão dor abdominal persistente, perda de peso repentina, fraqueza, perda de apetite e icterícia (pele e olhos amarelados). O risco da doença aumenta com idade avançada: é raro antes dos 30 anos e torna-se mais comum a partir dos 60. Mas há condições que fazem crescer a condição de desenvolvimento de câncer no pâncreas: obesidade, diabetes tipo 2, tabagismo, consumo excessivo de álcool, baixo consumo de fibras, frutas, vegetais e carnes magras; e condições genéticas ou hereditárias, como síndrome de Lynch (doença causada por mutações genéticas que afetam a capacidade do corpo de reparar erros no DNA), câncer pancreático familial e pancreatite hereditária.