O câncer de ovário é o terceiro tumor ginecológico mais comum no Brasil (Adobe Stock) O câncer de ovário é o terceiro tumor ginecológico mais comum no Brasil. Conhecer os sinais que a doença pode dar é importante para se chegar a um diagnóstico e iniciar o tratamento da doença o mais cedo possível. Mas a oncologista Graziela Zibetti Dal Molin destaca a dificuldade que existe durante a investigação de sintomas que incomodam as pacientes, como as cólicas, por exemplo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Na fase inicial, o câncer de ovário não causa sintomas específicos, o que torna complexa as chances de um diagnóstico precoce. Esse é um dos motivos de termos um número alarmante de mulheres (6 em cada 10) com câncer de ovário diagnosticadas com a doença já em estágios avançados”, explica a médica, que é vice-presidente do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), além de também ser diretora do International Gynecological Cancer Society (IGCS). “Mesmo com os sintomas inespecíficos, é possível observar fatores que aumentam o risco de ter a doença e, assim, entender a necessidade de uma investigação mais imersiva”, conta Graziela Molin. A oncologista, que atua no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, acrescenta que “fatores como histórico familiar de câncer (ovário, colorretal e mama), pacientes que não tiveram gestação, com síndrome de ovários policísticos, endometriose ou excesso de gordura corporal aumentam o risco da doença”. Sintomas Apesar do início quase silencioso, à medida que o tumor cresce, a paciente pode sentir pressão, dor ou inchaço no abdômen, pelve, costas ou pernas; náusea, indigestão, gases, prisão de ventre, diarreia, falta de apetite, desejo de urinar com mais frequência, cansaço constante e/ou massa palpável no abdome. “Mulheres que possuem histórico de doença inflamatória pélvica, que tiveram a primeira menstruação antes dos 12 anos e que estão acima dos 50 anos devem ficar atentas aos sintomas”, alerta a médica. Olhar multidisciplinar O processo diagnóstico geralmente começa nas consultas regulares ao ginecologista, que após exames habituais pode ter alguma desconfiança e iniciar uma investigação para conseguir chegar ao diagnóstico. Após diagnosticado, o câncer de ovário pode ser tratado com cirurgia e/ou quimioterapia. “A orientação médica vai depender de alguns fatores, como tipo histológico do tumor, extensão da doença, idade, condições clínicas da paciente e se o tumor é inicial ou recorrente”, diz Graziela Molin. “Médicos de diferentes áreas trabalham em conjunto com a finalidade de melhorar a qualidade de vida e controle da doença”, finaliza a oncologista. Sintomas Dor abdominal ou pélvica: pode ser persistente e variar em intensidade Inchaço abdominal: aumento do volume do abdômen devido ao acúmulo de líquido ou crescimento do tumor Alterações no apetite: sensação de saciedade precoce, perda de apetite, dificuldade para comer Alterações intestinais: diarreia, constipação ou necessidade frequente de urinar Sangramento vaginal anormal: especialmente após a menopausa Cansaço extremo: sensação de fadiga persistente Perda de peso inexplicada: ou ganho de peso na região abdominal Outros sintomas menos comuns: náuseas e vômitos, dor nas costas, dor durante a relação sexual Fique atento Alguns fatores exigem atenção redobrada e podem indicar a necessidade de uma investigação, mesmo diante de sintomas vagos ou ausentes: Histórico familiar de câncer de ovário, mama ou colorretal Não ter tido gestações ao longo da vida Síndrome dos ovários policísticos Endometriose Excesso de gordura corporal Doença inflamatória pélvica prévia Primeira menstruação antes dos 12 anos Idade acima dos 50 anos