O café filtrado se destaca como a opção mais recomendada para quem busca os benefícios da bebida (Alexsander Ferraz / Arquivo AT) Poucos hábitos são tão universais quanto tomar uma boa xícara de café. A segunda bebida mais consumida no mundo, ficando atrás apenas do água, pode trazer uma série de benefícios à saúde. Mas afinal, qual é a quantidade ideal de café que deve ser consumida? A resposta vem de diversos estudos conduzidos por institutos de saúde de renome internacional, como a Harvard T.H. Chan School of Public Health e o National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Pesquisas apontam que o consumo moderado de café — entre 3 e 5 xícaras por dia — está associado a uma série de benefícios para a saúde. Segundo uma revisão publicada no New England Journal of Medicine, essa quantidade pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares, derrames e diabetes tipo 2. Os antioxidantes presentes no café ajudam a combater a inflamação e protegem as células contra os danos causados pelos radicais livres. Além disso, um estudo conduzido pelo NIH revelou que o consumo regular de café está relacionado a uma redução na mortalidade geral, independentemente de a bebida ser consumida com ou sem cafeína. Ou seja, até o café descafeinado, consumido moderadamente, pode trazer benefícios. Preparo ideal Os especialistas ressaltam também que a forma de preparo importa. Evite adicionar muito açúcar ou xaropes calóricos e prefira métodos que não aumentem os compostos potencialmente prejudiciais — como o cafestol, encontrado em grandes quantidades no café não filtrado. A opção filtrada ou coada, tradicional no Brasil, é uma escolha mais saudável. Por fim, vale lembrar que o café não substitui refeições, hidratação e nem boas noites de sono. Ele deve ser visto como um complemento — e não um substituto — de um estilo de vida saudável. Respeitando a dose ideal, essa bebida tão querida pode, sim, ser uma grande aliada do bem-estar. Como aproveitar os benefícios Entre as formas mais populares de preparo, o café filtrado se destaca como a opção mais recomendada para quem busca os benefícios da bebida. Isso se deve ao uso do filtro, que retém substâncias oleosas do grão — como o cafestol e o kahweol — associadas ao aumento do colesterol quando consumidas em excesso. Já o café espresso, feito sob alta pressão e sem filtragem, tende a concentrar esses compostos. Outra opção, o café preparado na prensa francesa, mantém o pó em contato com a água quente por mais tempo, o que pode afetar o teor de nutrientes da bebida, embora esse aspecto ainda precise de mais estudos. Vale lembrar que a sensibilidade à cafeína varia muito entre as pessoas. Quem costuma sofrer com insônia, dores estomacais, ansiedade ou irritabilidade deve moderar o consumo. Além disso, a tolerância individual varia: algumas pessoas metabolizam a cafeína mais lentamente e podem sentir esses efeitos mesmo com doses menores.