Dificuldade em levantar os braços pode ser um dos alertas para detectar a doença (Divulgação / freepik) Dados do Ministério da Saúde mostram que cerca de 400 mil brasileiros sofrem um Acidente Vascular Cerebral (AVC) a cada ano. Em 2024, foram mais de 84 mil mortes registradas no País — o que significa, em média, uma morte a cada sete minutos. De janeiro a abril de 2025, mais de 18 mil pessoas já perderam a vida para a doença, que continua sendo uma das principais causas de morte e incapacidade entre adultos no Brasil. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp Reconhecer os sinais do AVC e agir rápido podem fazer toda a diferença entre a vida e a morte, ou entre a recuperação e sequelas graves. Segundo especialistas, o método SAMU (Sorriso, Abraço, Mensagem, Urgência) é uma ferramenta simples para que qualquer pessoa identifique os primeiros sintomas: um sorriso torto, dificuldade em levantar os braços, fala enrolada ou confusa e, diante de qualquer um desses sinais, a recomendação é ligar imediatamente para o 192. Os tipos mais comuns de AVC são o isquêmico (80% dos casos), causado pela obstrução de uma artéria, e o hemorrágico (20%), provocado pelo rompimento de um vaso sanguíneo no cérebro. Em ambos os casos, sintomas como dormência ou fraqueza em um lado do corpo, perda súbita de visão, desequilíbrio e dores de cabeça muito fortes devem ser tratados como sinais de alerta. A janela de tratamento é curta: até 4 horas e meia para aplicação de trombólise e até 8 horas para procedimentos de trombectomia mecânica. A cada minuto de atraso, o cérebro perde quase 2 milhões de neurônios. Por isso, os médicos insistem: “Tempo é cérebro”. Não espere para ver se os sintomas vão melhorar sozinhos — procurar ajuda especializada imediatamente é essencial. Além de reconhecer os sinais, prevenir o AVC também é possível. Segundo organizações de saúde, até 90% dos casos poderiam ser evitados com o controle de fatores de risco: pressão alta, colesterol elevado, diabetes, sedentarismo, tabagismo, obesidade e consumo excessivo de álcool. Alimentação balanceada, prática de atividade física, controle do estresse e visitas regulares ao médico fazem parte do pacote de prevenção. Com um número tão alto de casos, especialistas alertam que o conhecimento popular sobre os sintomas e a agilidade no atendimento de emergência são fundamentais para reduzir a mortalidade e as sequelas. Quanto mais pessoas souberem como agir, maior a chance de salvar vidas — ou de garantir uma recuperação com mais qualidade. Cinco passos para reduzir os riscos: Monitore a pressão arterial mensalmente Adote dieta equilibrada, pratique atividades físicas regularmente Evite cigarros e o consumo excessivo de álcool Faça check‑ups periódicos com exames preventivos Gerencie estresse e cuide da saúde mental