Relatório divulgado pelo governo Trump cita operações da PM na Baixada Santista em 2023 e 2024 (Beto Barata/PR/Divulgação) O Governo Trump citou operações policiais na Baixada Santista em 2023 e 2024 em relatório sobre a situação dos direitos humanos no Brasil. No documento, a Casa Branca renova críticas ao Judiciário brasileiro, afirmando que houve uma “piora ao longo do ano”. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Os posicionamentos do governo americano foram divulgados no relatório anual do Departamento de Estado. Na Seção 1: Vida, o texto afirma que “houve diversos relatos de homicídios arbitrários ou ilegais cometidos pela polícia durante o ano”. E continua: “alguns homicídios foram atribuídos a uma operação policial contra organizações criminosas transnacionais no Estado de São Paulo, no primeiro semestre do ano, e a uma operação policial realizada de julho de 2023 a abril na Baixada Santista, região costeira que inclui a cidade portuária de Santos”. Em mais dois parágrafos, o documento cita casos, em um deles afirmando que um tribunal de São Paulo acusou dois policiais da Rota de homicídio e obstrução de provas. Em outro, o texto afirma que um cabo da Rota teria atirado duas vezes em vítima enquanto já estava caída no chão. O documento acusa o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de censurar apoiadores de Bolsonaro e diz que os tribunais brasileiros “tomaram medidas amplas e desproporcionais para minar a liberdade de expressão e a liberdade na internet”. Operação Escudo e Operação Verão ocorreram em 2023 e 2024, respectivamente (Reprodução) “O governo minou o debate democrático ao restringir o acesso a conteúdo on-line, suprimindo desproporcionalmente o discurso de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, bem como de jornalistas e políticos eleitos, muitas vezes em processos secretos sem as garantias do devido processo legal”, afirma o texto. O texto cita Moraes ao tratar de censura à liberdade de expressão. De acordo com o relatório, decisões do Supremo “restringiram a liberdade de expressão de indivíduos que considerou estarem violando a lei que proíbe a expressão antidemocrática”. Exaltação de aliados Mas o relatório exalta governos aliados, mesmo quando há restrições de liberdades individuais — como é o caso da administração de Nayib Bukele, em El Salvador — e critica estados europeus que mantêm distância da linha populista de Trump. Na América Latina, Washington também criticou regimes de esquerda como Venezuela e Nicarágua e não viu “mudanças significativas” em Cuba.