(Divulgação) Na noite desta quarta-feira (5), moradores de todo o Brasil poderão contemplar uma das maiores superluas do ano, um espetáculo natural no qual a lua cheia alcança uma posição mais próxima da Terra, resultando em tamanho e brilho incomuns. O fenômeno, que poderá ser observado a olho nu, ocorre também nas noites anteriores e seguintes, se o céu colaborar. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O que torna essa lua “super”? A chamada “superlua” acontece quando a lua cheia coincide com o perigeu, ou seja, o ponto da órbita lunar no qual o satélite está mais próximo da Terra. Nessa configuração, ela pode parecer até 14% maior e 30% mais brilhante do que em uma lua cheia comum. Segundo o Observatório Nacional, em 2025 há duas datas principais para este fenômeno: 5 de novembro e 4 de dezembro. Apesar da popularidade do termo “superlua”, ele não tem definição oficial entre astrônomos, foi cunhado por um astrólogo em 1979 e, na prática, indica uma lua cheia próxima ao perigeu ou a menos de cerca de 360 mil km da Terra. Quando e como observar A melhor janela para observação será logo após o pôr-do-sol, quando a lua estiver surgindo no horizonte. Por exemplo, em São Paulo, o nascer da lua está previsto para aproximadamente 18h45; em Belém, cerca de 18h14; no Recife, por volta de 17h28. Procure um local com boa visibilidade para o horizonte leste-sudeste, de preferência longe de luzes urbanas intensas. Não é necessário telescópio ou binóculo: a olho nu já é suficiente para perceber o brilho e o tamanho acentuados. O efeito visual será mais marcante nas primeiros momentos após a lua surgir, pode valer também usar o telefone para fotografar o disco lunar próximo ao horizonte, onde parece ainda maior. Por que observar? É uma oportunidade de contemplação e conexão com o céu, especialmente para quem aprecia astronomia ou quer registrar fotos impressionantes. O fenômeno destaca a elipse da órbita lunar e lembra que a lua não percorre sempre exatamente a mesma distância da Terra. Embora o “tamanho maior” seja perceptível em termos percentuais, cabe lembrar que a variação real no dia a dia é sutil, ou seja, pode parecer maior, mas não será gigantesca. Curiosidades e mitos Historicamente, a lua cheia mais próxima da Terra ganhou apelidos em várias culturas — no hemisfério norte costuma-se chamá-la de “Lua do Caçador” ou “Lua do Castor” em novembro. Para muitos fotógrafos e entusiastas, as superluas são momentos especiais para capturar silhuetas no horizonte ou criar composições com paisagens e lua enormes. Embora algumas tradições populares associem superluas a marés mais altas ou comportamento “estranho” de animais e pessoas, cientificamente não há evidência robusta de efeitos diretos além da maior visibilidade e brilho.