O principal tema do desfile deste ano é justamente a soberania do país (Marcelo Camargo/Agência Brasil) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comandou neste domingo (7) o desfile cívico-militar do Dia da Independência na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O evento, que começou por volta das 9h20, reuniu cerca de 45 mil pessoas, segundo estimativa da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom). Durante a abertura, o público entoou gritos de "sem anistia" e "soberania não se negocia". Lula e a primeira-dama, Janja da Silva, chegaram ao local em carro aberto, usando o tradicional Rolls-Royce presidencial. Antes de seguir para a tribuna de autoridades, o casal passou em revista as tropas próximas ao Palácio do Planalto, cumprimentando militares e reforçando o clima de solenidade. Na tribuna, o presidente foi recepcionado pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e pelos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica. O cenário político deste ano adicionou tensão ao evento, em meio à crise diplomática com os Estados Unidos, motivada por tarifas comerciais impostas pelo governo norte-americano contra produtos brasileiros. O desfile teve como tema central a defesa da soberania nacional. Outras alas abordaram questões estratégicas, como o "Brasil dos Brasileiros", o "Brasil do Futuro" e a preparação para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém, além de destacar o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Para reforçar a mensagem, os organizadores distribuíram bonés com a frase "Brasil Soberano" e a decoração das tribunas também trouxe o mesmo slogan. A segurança na Esplanada e na Praça dos Três Poderes foi reforçada, garantindo proteção ao público e à realização do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). Na véspera do 7 de Setembro, Lula destacou em pronunciamento à nação a importância da união dos brasileiros na defesa da democracia, do meio ambiente e das instituições. A fala foi transmitida em rede nacional de rádio e televisão, reforçando o tema da soberania e da responsabilidade cívica. O desfile durou cerca de duas horas e contou com a tradicional exibição da Esquadrilha da Fumaça, alas militares, estudantes de escolas públicas e forças de segurança do Distrito Federal. Ao final, o presidente desceu da tribuna para cumprimentar o público nas arquibancadas mais próximas, em gesto de proximidade com a população. Entre as autoridades presentes estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e a maioria dos ministros do governo federal. Ausências notáveis incluíram o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, em viagem à França, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, no Amapá. O desfile reforçou a tradição cívico-militar do 7 de Setembro, destacando a democracia e a participação popular.