Cidades minúsculas, com menos de mil habitantes, estão entre as campeãs em geração de vagas formais (Divulgação) Com o mercado de trabalho cada vez mais concorrido, é normal imaginar que as grandes capitais lideram a criação de empregos no Brasil. Mas, segundo um levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cidades minúsculas, com menos de mil habitantes, estão entre as campeãs em geração de vagas formais no ano passado. Ainda de acordo com o estudo, o crescimento econômico está mais descentralizado do que nunca. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Entre os municípios com menos de 100 mil habitantes, Comendador Gomes, em Minas Gerais, aparece no topo, com 3.160 admissões em 2024 — destaque para o setor agroindustrial. Enquanto isso, a cidade de Borá, com apenas 907 habitantes, criou 634 vagas com carteira assinada, o equivalente a 70% da sua população. O dado revela que, proporcionalmente, esses municípios "pequenos" têm impacto gigante no cenário do emprego. Nas cidades de médio porte, com população entre 100 mil e 500 mil habitantes, Barueri, em São Paulo, impressiona: foram mais de 271 mil contratações formais no ano. O município é polo de grandes empresas e centros logísticos. Também se destacaram São Caetano do Sul, em São Paulo, e Itajaí, em Santa Catarina — esta última impulsionada pelo setor portuário e industrial. Quando o foco vai para cidades com mais de 500 mil até 1 milhão de habitantes, Joinville, em Santa Catarina, lidera com folga: 175.595 empregos gerados. Na sequência, Uberlândia, em Minas Gerais, e Ribeirão Preto, em São Paulo, aparecem como exemplos de municípios que souberam aliar infraestrutura, educação e atratividade para empresas de tecnologia, saúde e agronegócio. Entre as metrópoles, São Paulo segue como potência absoluta, com 2,8 milhões de vagas criadas. Porém, a líder proporcional foi Curitiba, no Paraná, com 570 mil empregos em 2024 — destaque para o setor de serviços e inovação. Também brilham Goiânia, em Goiás, e, Campinas, em São Paulo, que atraem empresas de logística, tecnologia e educação. A análise revela um Brasil dinâmico e menos centralizado do que parece. De cidades minúsculas a grandes capitais, o mercado de trabalho formal cresce em ritmo positivo, com a taxa de desemprego atingindo 7% no 1º trimestre de 2025 — o menor nível desde 2012. A conclusão? Emprego de qualidade pode estar mais perto (ou mais longe) do que você pensa.