A comercialização de itens sem registro ou aprovação da Anvisa é considerada infração sanitária (Reprodução) Produtos naturais com aparência inofensiva, mas sem qualquer comprovação de segurança ou eficácia, foram retirados do mercado brasileiro. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a proibição da comercialização, fabricação, distribuição e uso de suplementos e fitoterápicos, como o “Xarope da Vovó” e uma cúrcuma em pó, após identificar graves irregularidades. As decisões foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) e fazem parte de ações de vigilância voltadas à proteção da saúde pública. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Produtos naturais não são sinônimos de segurança A comercialização de itens sem registro ou aprovação da Anvisa é considerada infração sanitária. Muitos consumidores acreditam que produtos “naturais” são sempre seguros, mas a falta de controle pode esconder riscos sérios — desde contaminações até reações adversas graves. No caso do Xarope da Vovó, por exemplo, a formulação não apresenta estudos que comprovem segurança, eficácia terapêutica ou conformidade com padrões exigidos para medicamentos ou alimentos funcionais. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Já o produto de cúrcuma foi interditado por apresentar rotulagem enganosa e ausência de controle de qualidade, podendo conter substâncias contaminantes ou não atender à concentração adequada do princípio ativo, a curcumina. Quais produtos foram proibidos? Entre os produtos vetados pela Anvisa estão: Xarope da Vovó – Comercializado como tratamento natural para tosse, gripe e imunidade, mas sem registro e com alegações terapêuticas não permitidas. Cúrcuma em pó (marca não informada) – Comercializada com rótulos irregulares, sem procedência segura e sem garantia de pureza do composto. Produtos similares de fabricação clandestina ou artesanal – Suplementos e xaropes que circulam em feiras, redes sociais e e-commerces. Esses produtos foram enquadrados como irregulares ou clandestinos, não podendo ser vendidos nem anunciados. A recomendação é que consumidores descartem qualquer unidade adquirida e comuniquem a Vigilância Sanitária local caso encontrem pontos de venda. Riscos associados De acordo com especialistas do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e da própria Anvisa, o uso de produtos sem registro pode acarretar: Efeitos adversos como alergias, diarreia, intoxicações e distúrbios hepáticos; Contaminação por metais pesados, fungos ou bactérias; Interferência com medicamentos em uso, potencializando ou anulando seus efeitos; Falsas promessas de cura, que atrasam tratamentos médicos adequados. Como saber se um produto é liberado pela Anvisa? O consumidor pode verificar se um suplemento, xarope ou planta medicinal tem registro ou notificação válida no site oficial da Anvisa, através da busca por nome, CNPJ ou número de registro. Também é possível denunciar a venda de produtos irregulares pelo canal oficial da agência ou junto à Vigilância Sanitária de seu município. Cuidados ao consumir fitoterápicos Sempre consulte médicos ou nutricionistas antes de iniciar o uso de qualquer composto natural; Prefira produtos industrializados de marcas reconhecidas e com registro; Desconfie de rótulos com promessas milagrosas de cura ou emagrecimento rápido; Evite comprar itens em redes sociais, feiras ou sites não verificados.