O avanço dos equipamentos de mapeamento 3D e de energia térmica tornou o procedimento mais preciso e seguro (Divulgação) O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, deverá passar por um procedimento chamado ablação cardíaca, técnica bastante utilizada para o tratamento de diferentes tipos de arritmia. A intervenção, considerada segura e rotineira na cardiologia, é indicada quando o coração apresenta alterações no ritmo, acelerado, irregular ou descompassado, que podem causar falta de ar, palpitações e mal-estar. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A ablação é feita por meio de cateterismo, sem necessidade de cirurgia aberta, e consiste em “queimar” ou “neutralizar” pequenos focos elétricos que provocam os batimentos irregulares. O objetivo é impedir que essas descargas elétricas indevidas continuem ocorrendo, restabelecendo o funcionamento normal do coração. O que é a ablação cardíaca? A ablação é um procedimento minimamente invasivo que utiliza energia térmica (calor) ou energia fria (crioablação) para tratar regiões do coração responsáveis por gerar ou conduzir impulsos elétricos incorretos. Esses impulsos são os responsáveis pelas arritmias. É uma técnica já consolidada mundialmente, indicada quando: Há arritmias que não respondem bem a medicamentos; O paciente apresenta efeitos colaterais com remédios antiarrítmicos; A arritmia interfere na rotina, causa sintomas intensos ou representa risco; O cardiologista considera que a ablação tem melhor custo-benefício a longo prazo. Como o procedimento é realizado? A ablação é feita em ambiente hospitalar, com sedação ou anestesia local. O paciente permanece acordado na maior parte do tempo. O passo a passo envolve: Inserção de cateteres por uma veia, geralmente da virilha, até o coração. Mapeamento eletrofisiológico, que identifica o ponto exato onde ocorre a arritmia. Aplicação de energia de radiofrequência (calor) ou crioenergia (frio intenso) para destruir o foco anormal. Monitoramento contínuo do ritmo cardíaco durante todo o procedimento. Observação pós-procedimento por algumas horas, com alta normalmente no mesmo dia ou no dia seguinte. O tempo total da ablação varia de acordo com o tipo de arritmia, podendo durar entre 1 e 3 horas. Quais arritmias podem ser tratadas com ablação? A técnica é recomendada para tratar vários tipos de distúrbios do ritmo, como: Taquicardia supraventricular Flutter atrial Fibrilação atrial (em casos selecionados) Taquicardia ventricular (sob supervisão especializada) Extrasístoles frequentes Em muitos casos, a ablação oferece uma chance real de cura, reduzindo ou eliminando a necessidade de medicações contínuas. Riscos e cuidados pós-procedimento A ablação é considerada segura e com baixa taxa de complicações, mas, como qualquer intervenção, pode apresentar riscos como sangramentos no local da punção e arritmias transitórias durante o procedimento. A recuperação costuma ser rápida. Nas primeiras 24 a 48 horas, recomenda-se: Evitar esforços intensos; Monitorar o local da punção; Seguir as orientações de retorno ao médico; Manter repouso relativo conforme indicação da equipe. A maioria dos pacientes retorna às atividades normais em poucos dias. Por que a ablação é tão indicada hoje? O avanço dos equipamentos de mapeamento 3D e de energia térmica tornou o procedimento mais preciso e seguro. Atualmente, a ablação é considerada por especialistas uma das principais armas contra arritmias, com altas taxas de sucesso e baixa recorrência dos sintomas. Para pacientes com o perfil do governador Caiado, portadores de arritmias diagnosticadas precocemente e sob acompanhamento cardiológico, a ablação ajuda a melhorar qualidade de vida e reduzir riscos associados às irregularidades do ritmo cardíaco.