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Gêmeas de 19 anos se tornam as mais jovens a trocar de sexo no Brasil: 'Não poderia estar melhor'

Por meio das redes sociais, as irmãs Mayla e Sofia Phoebe relataram o sentimento pós-operatório e os desafios que terão de enfrentar após a redesignação sexual

Por: Por ATribuna.com.br  -  14/02/21  -  11:47
Atualizado em 14/02/21 - 12:37
Gêmeas iniciaram a transição por volta dos 16 anos
Gêmeas iniciaram a transição por volta dos 16 anos   Foto: Arquivo Pessoal

As irmãs gêmeas Mayla e Sofia Phoebe, de 19 anos, passaram por cirurgias de redesignação sexual nesta semana em uma clínica particular em Blumenau, Santa Catarina, e se tornaram as mais jovens a se submeterem por este procedimento no Brasil.


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Ambas nasceram com o sexo masculino, mas como não se identificam com o gênero, receberam apoio da família e iniciaram a transição por volta dos 16 anos.


Por meio das redes sociais, a estudante de medicina em uma faculdade em Buenos Aires, Argentina, Mayla, que foi a primeira a ser operada e já até recebeu alta, relatou o sentimento pós-operatório.



“Estou muito feliz, muito realizada. Quero agradecer a todos os envolvidos. Se não fossem pelos meus avós e pais, que me apoiaram desde o começo...”, explica. “Estou amando o resultado da cirurgia, está linda [o novo órgão genital] , maravilhosa, não poderia estar melhor”.


A estudante também enviou um recado aos homens com quem se relacionou antes da cirurgia. “Me perdoem os caras que me relacionei e nunca contei. Nunca quis mentir e, muito menos, ter nascido assim. Agora, já foi. Espero que me perdoem, mas podem me bloquear, se quiserem, é um direito e vocês. Quem quiser ser amigo, estou aqui. Um dia, todos encontram alguém para se sentirem completos. Mas estou muito feliz, é felicidade que não cabe em mim”, desabafa.


Por sua vez, Sofia, que cursa engenharia em uma universidade na cidade de Franca, no interior de São Paulo, foi operada no dia seguinte e deve receber alta ainda neste final de semana. Ela também expôs o sentimento através das redes sociais, mas relatou um novo caso de transfobia.


“Acabei de acordar e recebi um comentário. Fiquei super chateada. [Um homem] falou que pessoas como eu não servem. Eu não roubo ou mato. Não faço nada disso. Simplesmente por eu ser quem sou, vão me julgar?”, questiona. “Deus nos deu o livre arbítrio e eu fiz o certo, então, não acredito no que essa pessoa falou, de verdade”.


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