Conexão Estados Unidos: Do verão ao inverno

Nesta edição da coluna, Fernanda Haddad fala sobre a troca de temperatura entre o Brasil e os EUA

Por: Fernanda Haddad - De San Diego  -  23/01/19  -  22:06

Eu fui do verão ao inverno em menos de 24 horas. Ou do calor de quase 40 graus Celsius para o frio de pouco mais de 10 graus de um dia para o outro. Explico: passei uma temporada de férias no Brasil recentemente. Aterrissar de volta nos Estados Unidos e colocar o pé para fora do avião me fez sentir a diferença brusca de temperatura entre os dois países em questão de segundos.


Como já havia explicado antes aqui, mas não me custa nada repetir, as estações do ano entre Brasil e Estados Unidos são completamente opostas. Quando começa o verão no Brasil, entra o inverno aqui. O mesmo ocorre com a primavera e o outono.


San Diego fica um pouco mais sem graça no inverno, apesar de eu gostar bastante de frio. Por ser uma cidade na costa da Califórnia, as praias são a principal atração desse lugar que eu chamo de hometown, ou a cidade onde eu moro há quase três anos.


Aqui, o estilo de vida é muito mais outdoor, como os americanos chamam. Na tradução para o nosso português, outdoor significa “da porta para fora”, ou seja, tudo acontece ao ar livre, ninguém fica dentro de casa. Sem contar que a população também aumenta bastante, com o número de turistas que vêm para cá para aproveitar as altas temperaturas durante o verão.


No frio, que pode chegar até os 8 graus durante a noite, as opções de entretenimento e lazer ficam mais reservadas a bares e restaurantes fechados, ou reunião entre amigos dentro de casa. Mas para falar bem a verdade, como a temperatura é bem baixa, dá preguiça de sair debaixo das cobertas.


Conversando com uma amiga que é motorista de Uber aqui em San Diego, ela me disse que as baixas temperaturas afetam o serviço. De acordo com o que ela me relatou, durante o frio, as pessoas têm a tendência de beber menos bebida alcoólica ou não beber, o que as leva a optar por utilizar o próprio carro com mais frequência ao invés de usar o Uber.


Além disso, a maioria das pessoas, e eu me incluo nessa, saem menos durante o frio, o que também ajuda a diminuir consideravelmente o movimento de clientes no Uber, ainda segundo minha amiga motorista.


O inverno na Califórnia também é sinônimo de neve. Eu, particularmente, ainda não dei a sorte de ver neve, porque aqui em San Diego os flocos brancos não caem e eu não tive a oportunidade de viajar algumas horinhas para o norte do estado para presenciar o fenômeno. Mas não é preciso nem três horinhas de estrada para afundar os pés na “lama” branca e, aos corajosos, montar bonecos de neve.


Destinos


Jornais e revistas locais elegem alguns dos principais destinos na Califórnia para quem quer curtir o inverno na neve. Lake Tahoe, por exemplo, fica nas montanhas da Serra Nevada, na fronteira entre os estados da Califórnia e Nevada. O lago conta com diversas estações de esqui e resorts totalmente equipados para abrigar turistas durante a estação mais gelada do ano.


Outro destino bem visitado, principalmente durante o inverno, é Big Bear. Fica bem próximo de San Diego, a aproximadamente três horas de carro. Quando eu fui até lá, ano passado, a temporada de neve havia acabado, mas nos meses de janeiro e fevereiro é muito comum nevar. A cidade também é repleta de estações de esqui e cabanas charmosas com lareiras para entrar no clima do frio.


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