[[legacy_image_137816]] O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) espera que os cargos de chefia do órgão devam começar a ser entregues no dia 3 de janeiro. Nessa data, o sindicato vai começar a rodar uma lista eletrônica para adesão ao movimento, no contexto da insatisfação de diversas categorias de servidores federais com o reajuste previsto apenas para policiais em 2022. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Além disso, o Sinal irá aderir às paralisações nacionais aprovadas pelo Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) nesta quarta-feira (29) - a primeira está prevista para dia 18 de janeiro. Dentro do BC, o sentimento é de descontentamento com a decisão do governo de contemplar a recomposição salarial de apenas uma categoria. Na autarquia, o último reajuste foi em janeiro de 2019. O presidente do Sinal, Fábio Faiad, afirmou que a expectativa de adesão é grande entre os 500 cargos gerenciais do BC. Segundo ele, houve pressão de parte dos funcionários para que a lista já estivesse circulando nesta semana. Faiad esclareceu também que os servidores que não estão em função de gerência poderão aderir ao movimento ao se comprometer a não substituir os colegas que deixarem os cargos. "Isso para mostrar ao presidente do banco e ao governo que a casa vai ficar sem administrador em protesto ao reajuste apenas para aos policiais e não para o BC." Na Receita Federal, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita (Sindifisco) estima que 738 auditores já entregaram cargos de chefia em protesto ao governo. O presidente do Sinal disse ainda que pediu uma reunião com o presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, para tratar do assunto, mas acrescentou que ele entrou em férias e não quis atender o sindicato. "Inclusive, nosso sindicato deu para Campos Neto o prêmio Decepção do ano 2021, justamente por não entrar em campo e não atender os interesses dos servidores. No início do ano, vamos tentar de novo conversar com ele." Segundo Faiad, a situação atual mostra falência do governo Bolsonaro para lidar com o funcionalismo. "O governo estimula que uma carreira destrua a outra, em vez de buscar convivência harmônica entre os órgãos do Estado. O certo seria dialogar com todos os servidores para buscar soluções para todos servidores, não só para aqueles que fazem parte da base de apoio eleitoral do governo." Questionado, o Banco Central ainda não respondeu às perguntas da reportagem.