Mudar hábitos cotidianos na cozinha pode parecer simples, mas faz grande diferença na prevenção de infecções alimentares (Divulgação) Pequenos deslizes no dia a dia da cozinha podem estar por trás de casos de infecções alimentares, alerta um estudo recente da Universidade de São Paulo (USP). A pesquisa investigou hábitos de preparo e armazenamento de alimentos em casa e identificou 11 erros que aumentam o risco de contaminação, muitos dos quais são bastante comuns em famílias brasileiras. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Essas infecções, parte do grupo das chamadas DTAs (doenças transmitidas por alimentos), podem causar sintomas como vômitos, diarreia, náuseas e dor abdominal, além de complicações mais sérias em crianças, idosos e pessoas com imunidade baixa. Agentes como Escherichia coli, Salmonella e Staphylococcus aureus estão frequentemente envolvidos nesses quadros. Segundo especialistas, muitas vezes a contaminação começa dentro de casa, não em restaurantes ou padarias, como muitos imaginam. Principais erros que oferecem risco 1. Não levar bolsa térmica nas compras Transportar alimentos refrigerados ou congelados sem proteção térmica pode expô-los a temperaturas altas, favorecendo a multiplicação de micro-organismos. 2. Ignorar o estado dos congelados na loja Caixas com excesso de cristais de gelo ou embalagens danificadas podem indicar descongelamento e recongelamento — processo que eleva o risco de contaminação. 3. Lavar as mãos de forma inadequada Lavar as mãos apenas por cima não é suficiente: é preciso água e sabão, caprichando em todas as partes das mãos para evitar a transmissão de germes para os alimentos. 4. Secar as mãos com pano de prato sujo Panos de prato mal lavados podem abrigar bactérias como E. coli, contaminando as mãos e os alimentos. 5. Lavar carnes cruas Ao lavar carnes, especial-mente aves, as gotículas de água podem espalhar bactérias por toda a cozinha — a forma mais segura de eliminar micróbios é através do cozimento adequado. 6. Misturar utensílios de carnes e verduras Usar a mesma tábua ou faca para carnes e vegetais sem higienização entre usos facilita a contaminação cruzada. 7. Higienizar mal frutas e vegetais Simples lavar com água corrente e deixar de molho em solução segura é mais eficaz do que usar apenas vinagre — o que não elimina todos os micróbios. 8. Descongelar em temperatura ambiente Deixar carnes fora da geladeira para descongelar facilita a proliferação bacteriana; o ideal é descongelar dentro do refrigerador. 9. Recongelar alimentos já descongelados Recongelar alimentos que já foram descongelados favorece a multiplicação de bactérias que podem sobreviver ao processo. 10. Organização inadequada da geladeira Guardar alimentos de maneira desordenada pode bloquear a circulação de ar e comprometer a temperatura interna, favorecendo um ambiente propício ao crescimento de micro-organismos. 11. Demorar para refrigerar sobras Deixar refeições prontas fora da geladeira por mais de duas horas aumenta o risco de proliferação bacteriana, colocando os alimentos em uma faixa de temperatura conhecida como “zona de perigo”. Como reduzir o risco Especialistas em segurança alimentar recomendam práticas simples, como lavar sempre as mãos antes de cozinhar, separar alimentos crus e cozidos, cozinhar bem carnes e ovos e refrigerar os alimentos rapidamente após o preparo — medidas eficazes para evitar bactérias nocivas. Além disso, manter a temperatura da geladeira em níveis seguros e utilizar utensílios limpos ajuda a proteger sua família de doenças evitáveis.