Joel Jota é natural de Santos e encabeça projeto literário que entrou para o Guinness (Divulgação) Joel Jota, empresário, investidor e autor best-seller natural de Santos, no litoral de São Paulo, colocou o Brasil em destaque no cenário editorial mundial ao liderar um projeto literário que entrou para o Guinness World Records, o Livro dos Recordes. O livro A Máquina do Tempo – 11.520 anos de lições atemporais foi reconhecido oficialmente como o maior livro de não ficção em coautoria do mundo, reunindo 576 autores brasileiros em uma única obra. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O recorde foi validado pelo Guinness World Records após um processo de pesquisa e comparação com publicações de diversos países, com comprovação da Câmara Brasileira do Livro (CBL). Até então, o título pertencia a um livro com 188 coautores. Com o novo marco, o Brasil passa a liderar essa categoria em nível mundial, alcançando um feito inédito na história da literatura nacional. A proposta do livro é direta e de fácil compreensão. Cada um dos 576 autores escreveu um conselho para si mesmo, como se estivesse falando com a própria versão de 20 anos atrás. Somados, esses relatos representam simbolicamente 11.520 anos de aprendizados. As histórias abordam decisões de vida, erros cometidos, processos de amadurecimento e transformações pessoais, sempre com base em experiências reais. Como surgiu o livro O projeto nasceu dentro do Clube do Livro, iniciativa liderada por Joel Jota que reúne cerca de 5 mil leitores brasileiros espalhados por mais de 30 países. O grupo mantém uma rotina de leitura guiada, encontros e debates, fortalecendo o hábito da leitura e o compartilhamento de ideias. Para Joel Jota, a conquista tem um significado que vai além do reconhecimento oficial. Ele destaca que entrar para o Guinness com um recorde ligado aos livros representa a realização de um objetivo pessoal construído ao longo dos últimos anos. A leitura, segundo ele, é algo que defende e promove diariamente, o que torna o feito ainda mais simbólico. Esforço coletivo Autor de mais de 10 livros best-sellers e com mais de 6 milhões de exemplares vendidos, Joel reforça que o recorde é resultado de um esforço coletivo. Ele afirma que, embora já tenha escrito outras obras, nada se compara a um projeto construído de forma conjunta, destacando que o reconhecimento pertence aos autores envolvidos e ao Brasil. A relevância do projeto também dialoga com um desafio enfrentado pelo país. De acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada pela Agência Senado em outubro de 2025, 53% dos brasileiros não leem livros. O estudo mostra ainda que o interesse pela leitura diminui com o passar dos anos: enquanto 87% das crianças entre 5 e 13 anos dizem gostar de ler, esse número cai para 57% entre pessoas com mais de 50 anos. Menos leitores Entre os principais motivos apontados para o afastamento dos livros estão a falta de tempo, o cansaço, o desinteresse e o preço elevado ou a dificuldade de acesso às obras. As consequências vão além do aspecto cultural, afetando a concentração, a compreensão de textos e contribuindo para o analfabetismo funcional, segundo dados da Unesco. Diante desse cenário, Joel Jota vê o recorde como um ponto de partida. Para ele, a conquista deve servir como estímulo para que mais pessoas se aproximem da leitura, da escrita e do autoconhecimento.