Especialistas alertam que avaliar o corpo com antecedência ajuda a evitar imprevistos longe de casa, durante a viagem (Adobe Stock) Planejar uma viagem envolve escolher o destino, reservar passagens e montar o roteiro. Mas um passo importante costuma ficar em segundo plano: cuidar da saúde antes de embarcar. Especialistas em medicina do viajante alertam que avaliar o organismo com antecedência ajuda a evitar imprevistos longe de casa e, esse cuidado pode (e deve) ser aproveitado também como um check-up de começo de ano. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é que a consulta pré-viagem aconteça entre quatro e oito semanas antes da partida. Esse tempo permite atualizar vacinas, revisar medicamentos de uso contínuo e identificar possíveis alterações que poderiam se manifestar durante o deslocamento ou no destino. Um check-up básico costuma ser suficiente, especialmente no início do ano. Ele inclui exames de rotina como hemograma, glicemia, colesterol, avaliação da função renal e hepática, pressão arterial e análise do risco cardiovascular. Esses exames ajudam a detectar alterações silenciosas que podem se agravar em situações de estresse, mudanças de fuso horário, alimentação diferente ou longo período sentado, como em voos prolongados. Para as mulheres, manter os exames ginecológicos em dia também faz parte desse planejamento. A médica ginecologista Daniella Campos destaca que avaliações como o Papanicolau, exames das mamas e a ultrassonografia ginecológica são importantes não apenas antes de viagens, mas como parte da rotina de prevenção. “Esses exames ajudam a identificar alterações que, muitas vezes, não causam sintomas, mas podem gerar desconforto ou complicações durante uma viagem”, explica a especialista. Vacinas em dia também entram na mala. Dependendo do destino, podem ser recomendadas ou exigidas vacinas como febre amarela, hepatites e tétano. Em viagens internacionais, alguns países solicitam o Certificado Internacional de Vacinação. Exames para mulheres A ginecologista Daniella Campos destaca que manter os exames ginecológicos em dia é fundamental, especialmente para mulheres que enfrentarão longos deslocamentos ou atividades físicas intensas. Entre os principais exames recomendados, estão: Papanicolau; Ultrassonografia transvaginal; Mamografia ou exame clínico das mamas; Exames para DSTs; Avaliação hormonal; Urocultura (especialmente indicada para mulheres com histórico de cistite recorrente); Avaliação da microbiota vaginal (importante para prevenir vaginites que podem ser desencadeadas por piscina, calor e longos períodos com biquíni úmido); Reforço na avaliação médica para mulheres com endometriose, síndrome dos ovários policísticos (SOP), miomas, histórico de trombose, varizes ou que fazem uso de anticoncepcional oral, terapia de reposição hormonal (TRH) ou implantes, sobretudo porque voos longos aumentam o risco de tromboembolismo venoso (TEV). Lembre-se É importante caminhar a cada uma ou duas horas durante o voo; Utilize meias de compressão nos voos; Mantenha boa hidratação; Evite consumo excessivo de álcool; Avalie a necessidade de anticoagulação profilática em casos de risco elevado; Infecções urinárias merecem atenção: calor, desidratação, roupas molhadas e longos períodos sentada aumentam o risco de cistite; Redobre os cuidados com roupas úmidas.