(Adobe Stock) Santé! O vinho chileno permanece líder no mercado brasileiro. Sim, há mais de 20 anos eles são os mais importados para o Brasil. Com terroirs muito distintos, que vão da Costa aos Andes, o Chile se diferencia, inclusive, por elaborar vinhos no deserto. O Brasil ocupa o 4o lugar de destino dos rótulos chilenos. Na 1a posição está a China, seguida por Reino Unido em 2o lugar e Estados Unidos nas 3a posição. Para enfatizar o Chile como produtor de bebidas de alta gama, premium e sustentáveis, o Wines of Chile reuniu profissionais do setor no Rosewood Hotel, em São Paulo, onde participei da master class e provei diversos rótulos. O evento WOC 2024 destacou o tema Taste the Untamed, vinhos de terroirs indomáveis, traduzindo a diversidade, a tradição e a inovação da indústria vitivinícola chilena. A master class ofereceu aos degustadores um painel de 15 rótulos de regiões diversas, todos elaborados com técnicas de viticultura mais sustentáveis, sendo alguns advindos de terras mais inóspitas, antes indomáveis, vencidas pelo cuidado ao planeta e resultando em vinhos de alta qualidade. A aula foi muito bem conduzida por Paulo Brammer, especialista em vinhos, com graduações em inúmeras academias internacionais e sócio da importadora Berkmann Wine Cellars Brasil. Conversei com Brammer, que destacou a presença dos vinhos chilenos em território brasileiro. Paulo Brammer conduziu a master class e falou das estratégias e da qualidade dos vinhos chilenos (Divulgação) “O Chile é um mercado consolidado no Brasil com 40% de market share (fatia ou cota do mercado), mas temos que considerar a Viña Concha Y Toro, que representa quase metade desse percentual. Obviamente, considerando sempre o preço de entrada, e talvez aí o maior sucesso, o país lidera por dois fatores: participação atuante da Concha Y Toro e a competitividade de valores. Eles batalham pelas prateleiras no varejo de modo geral, com preços econômicos e competitivos”. Outro ponto destacado por Brammer como essencial para entender a liderança chilena no Brasil é o aumento da qualidade e da diversidade na produção. “Os brancos estão muito melhores, de alta gama, e ainda novas regiões vêm sendo exploradas com mais expertise. Seus enólogos têm diplomas internacionais, com nível de confiança muito maior, mais adaptados às técnicas e renovações na enologia. Fatores que fortalecem a qualidade e avanço, provando uma tendência mais moderna, mais europeia” . Destaco os rótulos pelos quais me encantei. Toro de Piedra Diamnte Clarete 2021 Maule e Curicó CL Uva: 85% Syrah 15% Chardonnay (13º GL) Cor: rosa claro brilhante Nariz: framboesa, casca de tangerina e laranja, cedro, Boca: seco, vivaz, corpo médio+, intenso e saboroso Preço: R\$ 380,00 na Basso Vinhos e Espumantes Vinos C- PP Carignan 2022, Maule CL (30% carv francês, 50% cubas de concreto, 20% ovos de concreto) Uva: Carignan (14º GL) Cor: vermelho púrpura intenso Nariz: frutas vermelhas e pretas, floral e mentolado Boca: seco, vivaz, frutado, notas tostadas, taninos macios, longo Preço: sem importador no País. Invina Secano Tempranillo 2020 Maule CL (amadurecimento 24 meses carv. americano e francês) Uva: Tempranillo (14º GL) Cor: vermelho púrpura intenso Nariz: Cereja e ameixa maduras, notas de couro, baunilha e tabaco Boca: seco, acidez perfeita, taninos sedosos, elegante Preço: R\$ 180,00 na La Charbonnade Emiliana Coyam Cosecha N20 Ed Limitada 2020, Colchagua CL (Amadurecimento em carvalho, foudres e ovos de concreto e envelhecimento por 14 meses na garrafa) Uva: Syrah, Carménère, Carignan, Grenache, Merlot, C.Sauvignon, Mourvedre, P Verdot, Malbec, Tempranillo Cor: rubi intenso (14º GL) Nariz: frutas pretas, flores, notas balsâmicas, especiarias Boca: seco, vibrante, corpo médio+, taninos aveludados, elegante e muito equilibrado Preço: R\$ 336,00 na La Pastina Até a próxima taça! momentodivino@atribuna.com.br @claudiaenoamigos