O cinema brasileiro chamou a atenção do mundo, principalmente, com Orfeu Negro ou Orfeu do Carnaval (1959), que é uma produção franco-ítalo-brasileira, O Pagador de Promessas (1962), Central do Brasil (1998), Cidade de Deus (2002), Ainda Estou Aqui (2024) e, agora, com O Agente Secreto (2025). São filmes que projetaram o Brasil em uma escala global ascendente que se fortalece ainda mais com as seis pré-indicações ao Oscar 2026. Os finalistas de 12 categorias da 98ª edição do Oscar foram anunciados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas na última terça-feira. Dessa seleção sairão os indicados às estatuetas, que serão escolhidos pelos membros votantes de cada categoria em janeiro. A lista final de indicações será divulgada em 22 de janeiro. A Academia anunciou apenas os selecionados para as categorias Curta-Metragem de Animação, Elenco, Cinematografia (Fotografia), Documentário de Longa-Metragem, Curta-Metragem Documental, Longa-Metragem Internacional, Curta-Metragem em Live-Action, Maquiagem e Cabelo, Trilha Sonora Original, Canção Original, Som e Efeitos Visuais. Liderando as pré-indicações brasileiras está O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, finalista nas categorias de Melhor Filme Internacional e Melhor Elenco para Gabriel Domingues, esta última uma novidade na premiação, o que pode ampliar as chances do longa-metragem na reta final. O longa brasileiro ainda é cotado para Melhor Filme e Melhor Ator, para Wagner Moura. Caso confirme quatro indicações, a produção igualará o recorde de Cidade de Deus, que concorreu a Melhor Direção, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia e Melhor Edição em 2004. A marca, no entanto, superaria a de Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, com três indicações no ano passado: Melhor Filme, Melhor Atriz para Fernanda Torres e Melhor Filme Internacional, categoria na qual saiu vencedor. Os outros representantes brasileiros finalistas da edição de 2026 são Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa, e Yanuni, dirigido por Richard Ladkani e produzido por Leonardo DiCaprio e Juma Xipaia, que disputam uma vaga em Melhor Documentário de Longa-Metragem; Amarela, de André Hayato Saito, que concorre a Melhor Curta-Metragem em Live-Action; e Adolpho Veloso, pré-indicado na categoria de Melhor Fotografia por Sonhos de Trem. Vale ressaltar que a Academia não divulgou os finalistas das principais categorias, que são Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Ator Coadjuvante, aumentando ainda mais as especulações dos críticos, a ansiedade dos profissionais que aguardam indicações e a euforia dos cinéfilos de todos os cantos do planeta que estão na torcida por seus filmes, diretores e artistas favoritos. No entanto, avaliando a safra de 2025, o quadro é de disputa acirrada no ano que vem, com mais imprevisibilidade do que previsibilidade sobre os vencedores. Entre os possíveis indicados às estatuetas mais cobiçadas do cinema mundial estão títulos como Frankenstein, de Guilhermo Del Toro; Marty Supreme, de Josh Safdie; Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson; Blue Moon, de Richard Linklater; Valor Sentimental, de Joachim Trier; e Hamnet, de Chloé Zhao. Todos com fortes chances de indicações em diversas categorias, principais e técnicas. A conferir. A cerimônia de entrega do Oscar está marcada para o dia 15 de março, no Teatro Dolby, em Los Angeles (EUA). Boa semana!