(Adobe Stock) A tecnologia ajuda a compor decisivamente a união de fatores que influenciam o romantismo na chamada Geração Z, composta por pessoas nascidas entre 1997 e 2012, segundo a psicóloga Elaine Santa Maria. “Uma combinação de fatores culturais, tecnológicos e sociais moldam a maneira como os relacionamentos são vivenciados. Diferentemente de gerações anteriores, os jovens dessa geração abordam o amor e o romance de maneiras mais fluidas, pragmáticas e conectadas à tecnologia”, explica. Elaine observa que essa praticidade faz com que a Geração Z se incline a ser menos apegada a normas tradicionais de relacionamento. “Há maior abertura para relacionamentos abertos, poliamor ou dinâmicas não monogâmicas consensuais. Há menos pressão para seguir roteiros tradicionais como ‘namoro-casamento-filhos’. Acredita-se muito no amor pelo ser humano, independentemente de seu gênero”, detalha. Sem alma gêmea nem timidez Embora o amor romântico continue sendo valorizado, muitos jovens da Geração Z equilibram emoções com questões práticas, como compatibilidade de valores, objetivos de vida e estabilidade emocional, afirma a psicóloga. “A ideia de 'alma gêmea' não é tão central quanto em gerações anteriores. Muitos rejeitam o romantismo exagerado ou idealizado, preferindo relações mais autênticas e realistas. Mas quando ambos se encontram no romantismo, existe a tendência de haver uma grande compatibilidade no relacionamento pois princípios e valores, comportamentos e ações são compartilhados”, detalha. Elaine deixa claro que a timidez fica de fora justamente pela grande influência das redes sociais nos relacionamentos. “O romantismo frequentemente é exibido online, por meio de postagens e declarações públicas. Portanto, essa geração é habilidosa em criar conexões emocionais à distância, usando vídeos, chamadas e ‘memes’ para expressar sentimentos”, define.