O hábito de avançar sem parar pode parecer pequeno, mas está por trás de milhares de acidentes todos os anos (Vanessa Rodrigues / AT) Seja no trânsito das grandes capitais ou em estradas movimentadas, a cena é comum: motoristas que ignoram a sinalização. Mas entre tantas placas espalhadas pelo país, uma se destaca como a mais desrespeitada de todas: a placa de “PARE”. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com levantamentos do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e de órgãos de fiscalização estaduais, a placa de “PARE” é a campeã de infrações. Muitos condutores reduzem a velocidade, mas não chegam a parar completamente, o que configura desrespeito à sinalização. Esse comportamento, aparentemente inofensivo, está entre os que mais causam acidentes em cruzamentos urbanos. Por que a placa de “PARE” é tão ignorada? Especialistas em mobilidade urbana apontam alguns fatores que explicam a negligência: Cultura de pressa: motoristas não querem perder tempo e acreditam que “dar uma reduzida” já é suficiente. Falsa sensação de segurança: muitos avaliam que não há risco de colisão e avançam sem parar. Falta de fiscalização constante: em vias com pouca presença de agentes de trânsito, cresce a sensação de impunidade. Educação no trânsito deficiente: apesar de ser uma das regras mais básicas, muitos motoristas não assimilam a importância do “PARE”. Impacto nos acidentes Dados da Polícia Rodoviária Federal e dos Detrans estaduais mostram que a não observância da placa de “PARE” está entre as principais causas de acidentes em cruzamentos, principalmente colisões laterais. Em muitos casos, esses acidentes resultam em ferimentos graves, já que os veículos são atingidos na lateral, parte mais vulnerável em termos de segurança. Segundo especialistas, respeitar essa sinalização poderia evitar milhares de ocorrências por ano no país. Outras placas frequentemente desrespeitadas Embora o “PARE” lidere o ranking, outras sinalizações também sofrem com a negligência dos motoristas brasileiros: Velocidade máxima: comum em vias expressas e avenidas, a desobediência aos limites gera multas e está entre os principais fatores de acidentes fatais. Proibido estacionar/parar: muito ignorada em áreas urbanas, prejudica a mobilidade e aumenta o risco de congestionamentos. Uso do cinto de segurança (sinalização de fiscalização): apesar de campanhas educativas, ainda há alto índice de descumprimento. Placas de pedestre (faixa): motoristas frequentemente não param para a travessia, colocando vidas em risco.