Nem sempre as mães conseguem manter o hábito da amamentação até o período recomendado (AdobeStock) Embora o aleitamento materno deva ser mantido para as crianças até os 2 anos – sendo alimento exclusivo nos seis primeiros meses –, nem sempre as mães conseguem manter o hábito da amamentação por todo este tempo. Nesta hora, surge a dúvida de qual leite deve ser o ideal para a substituição. Apesar de o mercado oferecer diversas fórmulas em pó, o uso de leite de vaca integral e pasteurizado continua sendo uma opção que conta, inclusive, com a chancela da Organização Mundial de Saúde. “O leite UHT é liberado a partir dos 6 meses de vida e para famílias nas quais a fórmula infantil não é uma opção viável por conta de custo ou disponibilidade”, explica a nutricionista Yumi Kuramoto, do centro clínico Órion Complex em Goiânia. Ela explica que o leite é uma excelente fonte de cálcio, proteínas e gorduras essenciais para o crescimento saudável. (Foto: AdobeStock) A nutricionista reitera que o leite não deve ser retirado da criança sem motivo. Contudo, falsos diagnósticos de intolerância alimentar ou alergia à lactose motivados por dietas virais na internet ou até notícias falsas questionando a qualidade nutricional, especialmente do leite de vaca, podem motivar a retirada do alimento da criança sem o devido acompanhamento, o que chega a ser prejudicial à saúde em todas as faixas etárias. “Um dos principais riscos desta retirada sem indicação é o déficit de cálcio e vitamina D, nutrientes fundamentais para a formação e fortalecimento dos ossos e dentes. Caso essa ausência não seja suprida, a criança pode apresentar fragilidade óssea, maior risco de fraturas e, em casos mais graves, desenvolvimento de osteopenia e raquitismo”, diz a nutricionista, que completa: “O leite também contém vitaminas A, B12 e zinco. A insuficiência destas pode comprometer o desenvolvimento cognitivo, imunológico e físico”, conclui.