A função principal de um engenheiro de prompts é saber dialogar com a IA de maneira estratégica (Reprodução) A revolução da Inteligência Artificial (IA) está transformando o mercado de trabalho em todo o mundo — e com ela surgem novas profissões altamente valorizadas. Uma das mais promissoras é a de engenheiro de prompts (ou prompt engineer, no termo em inglês), um especialista responsável por formular comandos precisos para que ferramentas de IA generativa, como o ChatGPT, Gemini e Claude, entreguem respostas eficazes, criativas e seguras. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O cargo, que sequer existia formalmente há poucos anos, já oferece salários de até R\$ 35 mil por mês em empresas de tecnologia, inovação, publicidade, marketing, e até no setor jurídico e financeiro. O problema? Falta gente qualificada para ocupar essas vagas. O que faz um engenheiro de prompts? A função principal de um engenheiro de prompts é saber dialogar com a IA de maneira estratégica. Isso inclui: Formular perguntas e comandos que maximizem a qualidade das respostas da IA; Estruturar fluxos de diálogo para automação de tarefas ou atendimento ao cliente; Criar conteúdos otimizados com a ajuda de ferramentas como ChatGPT, Bard e outras; Avaliar, testar e refinar respostas geradas por IA com base em objetivos de negócio; Dominar lógica, linguagem e — cada vez mais — fundamentos de ética e segurança digital. Segundo especialistas, o profissional precisa unir habilidades técnicas e criativas, com domínio de linguagem natural, raciocínio lógico, conhecimento de contexto e, em muitos casos, inglês avançado. Salários e demanda crescente Em mercados como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, empresas oferecem entre US\$ 120 mil e US\$ 300 mil por ano para engenheiros de prompts experientes — o equivalente a mais de R\$ 35 mil por mês no Brasil. Já por aqui, empresas de tecnologia, agências de publicidade e startups de IA vêm abrindo oportunidades com salários iniciais a partir de R\$ 10 mil, podendo chegar a cifras mais altas com o tempo e a especialização. De acordo com o LinkedIn e plataformas de recrutamento como Glassdoor e Indeed, houve um aumento de mais de 150% nas buscas por profissionais especializados em IA generativa nos últimos 12 meses. Por que há escassez de talentos? O principal desafio é que as universidades ainda não formam profissionais com esse perfil específico, e muitos dos especialistas da área são autodidatas. Além disso, o ritmo acelerado das transformações tecnológicas exige atualização constante, capacidade de aprendizado rápido e uma boa dose de curiosidade. Quem pode se tornar engenheiro de prompts? A boa notícia é que não há uma formação obrigatória. Profissionais vindos de áreas como: Letras, jornalismo e comunicação; Marketing, publicidade e design; Engenharia, ciência da computação e TI; Direito, administração e RH podem se destacar, desde que invistam em cursos de curta duração, workshops, inglês técnico e prática constante com ferramentas de IA. Plataformas como Coursera, Udemy, Alura, OpenAI, Google e Microsoft já oferecem formações específicas na área. Outras profissões emergentes ligadas à IA Além do engenheiro de prompts, outras funções ligadas à IA generativa também estão em ascensão: Curador de conteúdo de IA Designer de experiências conversacionais Especialista em ética de IA Analista de automação com IA Instrutor de IA para empresas Impacto no mercado brasileiro Especialistas alertam que o Brasil precisa acelerar a capacitação de profissionais para não perder competitividade global. Grandes empresas como Itaú, Natura, Ambev e Magalu já estão integrando IA generativa em seus processos internos, e a busca por talentos deve aumentar ainda mais até 2026.