Doença afeta 8 milhões no Brasil, e a luz elétrica certa pode facilitar o aprendizado (AdobeStock) A dislexia atinge cerca de 8 milhões de brasileiros – o equivalente a 5% da população, segundo estimativas do Ministério da Saúde e da Associação Brasileira de Dislexia. Geralmente identificada entre os 5 e 7 anos de idade, quando a alfabetização começa, a condição se manifesta por dificuldades na leitura, na escrita e na associação de sons às letras, mas não compromete a inteligência nem o potencial de aprendizado. Apesar de comum, o transtorno ainda é cercado por desinformação e pode gerar impactos emocionais e sociais, especialmente em ambientes pouco adaptados às necessidades de quem convive com ele. O que nem todos sabem é que a iluminação pode se tornar uma aliada. De acordo com Adriana Tedesco, especialista em iluminação saudável, o tipo de luz elétrica ao qual a pessoa está exposta pode influenciar. “A iluminação projetada de forma adaptativa pode contribuir para aumentar o bem-estar e a concentração de pessoas com dislexia. Respeitar as necessidades dos usuários é essencial”, explica. Segundo Adriana, pequenos ajustes na luz já fazem diferença. “O objetivo principal é aumentar a intensidade luminosa na temperatura de cor mais branca, para ajudar no foco e na concentração. Também é importante diminuir contrastes e ofuscamentos causados pela luz, dar preferência à iluminação difusa e uniforme e permitir o ajuste tanto da temperatura de cor quanto da intensidade”, orienta. A especialista ressalta a importância de valorizar a luz natural. “Ela deve ser mais explorada. A luz elétrica atua como coadjuvante em locais que aproveitam bem a luz natural e como protagonista quando há carência dela”. Durante momentos de leitura, Adriana recomenda luzes mais brancas e intensas, como as de 4000K, aplicadas de forma difusa e uniforme. Além de favorecer o desempenho visual e cognitivo, ela explica que a iluminação saudável tem impacto direto na saúde integral. A dislexia Afeta cerca de 5% da população brasileira (8 milhões de pessoas) Surge geralmente entre 5 e 7 anos, na alfabetização Impacta leitura, escrita e associação som-letra, mas não compromete a inteligência Aliada da concentração A iluminação influencia diretamente a concentração, o conforto e até a autoestima Quando projetada de forma adaptativa, contribui para o bem-estar e para a melhora do foco Respeita as necessidades específicas de cérebros neuroatípicos Ajustes simples Mais luz, mais foco: aumentar a intensidade e usar luzes brancas favorece a concentração em atividades de leitura e estudo Ambiente sem excessos: reduzir contrastes e eliminar pontos de ofuscamento torna o espaço mais confortável e menos desgastante Luz homogênea: priorizar iluminação difusa e uniforme ajuda a evitar distrações e suaviza o esforço visual Controle na mão do usuário: ajustes de intensidade e temperatura garantem um ambiente adaptado às necessidades de cada tarefa Iluminação saudável Luz branca intensa (ex.: 4000K) favorece leitura e estudo Projetos que simulam o ciclo do sol harmonizam os biorritmos Luz natural Fundamental para o equilíbrio emocional de pessoas com dislexia Contribui para regular o humor e favorecer a produção de serotonina Quando bem aproveitada nos ambientes, cria uma base saudável de iluminação A luz elétrica passa a atuar como complemento Atenção ao flicker dos LEDs Pessoas com dislexia tendem a perceber com mais intensidade o leve pulsar dos LEDs Esse efeito pode causar desconforto mesmo quando passa despercebido por outras pessoas É fundamental optar por luminárias que minimizem esse efeito