A água reduz o impacto nas articulações dos animais e facilita o exercício de forma segura (Divulgação) A fisioterapia veterinária deixou de ser uma novidade e passou a integrar o tratamento padrão em muitas clínicas especializadas. Com a maior longevidade dos animais de companhia e o aumento de diagnósticos de doenças ortopédicas e neurológicas, a busca por terapias complementares cresceu de forma significativa. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Indicada para cães, gatos e até animais de grande porte, como cavalos, a fisioterapia ajuda na recuperação pós-cirúrgica, alívio de dores crônicas, reabilitação motora e fortalecimento muscular. Profissionais da área afirmam que os resultados costumam ser visíveis em poucas sessões, especialmente quando o tratamento é iniciado logo após a recomendação veterinária. Como funciona a fisioterapia veterinária? Assim como em humanos, a fisioterapia para animais envolve um conjunto de técnicas que trabalham músculos, articulações e funções motoras. Antes de iniciar o tratamento, o fisioterapeuta veterinário realiza uma avaliação completa do pet, considerando: Nível de dor Amplitude de movimento Força muscular Coordenação Tipo de lesão ou doença Necessidades específicas de cada espécie A partir disso, é elaborado um plano terapêutico individualizado. Principais técnicas utilizadas: 1. Hidroterapia Uma das modalidades mais populares, a hidroterapia utiliza esteiras aquáticas e piscinas próprias para reabilitação. A água reduz o impacto nas articulações e facilita o exercício de forma segura. Indicações comuns: Displasia coxofemoral; artrite e artrose; pós-operatório de ligamentos e fraturas; obesidade 2. Laserterapia O laser de baixa intensidade acelera a cicatrização, reduz inflamações e ajuda no alívio da dor. É ideal para animais com sensibilidade ou em pós-operatórios recentes. 3. Eletroestimulação Aparelhos que aplicam estímulos elétricos controlados ajudam a fortalecer músculos atrofiados e melhorar a circulação. 4. Termoterapia (calor e frio) Compressas quentes são usadas para relaxar músculos e preparar o corpo para exercícios. As frias reduzem dores agudas e inflamações. 5. Massoterapia e mobilizações Massagens terapêuticas e manipulações articulares contribuem para o relaxamento muscular, aumento da flexibilidade e melhora da mobilidade. 6. Exercícios funcionais Incluem: Caminhadas guiadas; degraus; plataformas de equilíbrio; bolas e apoios instáveis; treinos de propriocepção. Esses exercícios são fundamentais para reeducar o movimento e fortalecer o corpo do animal. Quais animais podem fazer fisioterapia? Embora os cães sejam os que mais frequentam clínicas de reabilitação, gatos, coelhos, aves e cavalos também podem ser beneficiados. Cada espécie recebe adaptações específicas para garantir segurança e conforto. Principais problemas tratados Lesões ortopédicas Doenças articulares (artrose, artrite) Hérnia de disco Sequelas neurológicas Dores crônicas Pós-operatórios de coluna e ligamentos Atrofia muscular Recuperação após atropelamentos e quedas Distúrbios de coordenação e marcha Benefícios comprovados da fisioterapia animal Redução da dor Melhora da mobilidade e equilíbrio Aumento da força e resistência Recuperação mais rápida após cirurgias Melhora da circulação sanguínea Prevenção de novas lesões Mais disposição e qualidade de vida Redução no uso de medicamentos para dor Veterinários reforçam que, combinada a um acompanhamento clínico adequado, a fisioterapia pode prolongar a vida ativa e confortável dos animais. Quando buscar um fisioterapeuta veterinário? Os sinais mais comuns de que o pet pode precisar de terapia incluem: Manqueira persistente Dificuldade para subir escadas Dores ao ser tocado Cansaço excessivo Mudança na forma de andar Rigidez nas articulações Após qualquer cirurgia ortopédica ou neurológica O diagnóstico deve sempre ser feito com o veterinário responsável.