Atividades durante dias muito quentes devem ser realizadas sob cuidados para evitar o problema (AdobeStock) Com a chegada do verão e o aumento das temperaturas, cresce a preocupação com a prática de atividades físicas ao ar livre. A combinação entre calor intenso e esforço físico pode gerar sobrecarga térmica no organismo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Para evitar que a temperatura corporal atinja níveis perigosos, o organismo aciona mecanismos de resfriamento, principalmente por meio da evaporação do suor. Em repouso, cerca de 20% da dissipação de calor ocorre pela evaporação; no exercício, essa proporção pode chegar a 80%, tornando o suor essencial para o equilíbrio térmico. De acordo com Selênio Campos Filho, médico da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e coordenador da pós-graduação em Medicina do Esporte da Afya Educação Médica, o problema é que, no verão, o ambiente externo já está naturalmente quente, e dependendo da região, pode estar quente e úmido, o que agravaria o cenário. “Além do calor gerado pelo próprio exercício, o praticante enfrenta a temperatura ambiente elevada, o que cria um duplo estresse térmico”, explica. Quando o organismo não consegue eliminar o calor na velocidade necessária, a temperatura central pode subir, além da hiperprodutividade do suor causar uma desidratação e perda de minerais, e com isso podem surgir sintomas como tontura, fraqueza, queda de desempenho, câimbras e desidratação. Para prevenir esses quadros, o médico reforça que a hidratação é o principal fator de proteção. Além disso, a recomendação é que as atividades sejam realizadas no início da manhã ou no fim da tarde, quando a temperatura e a radiação solar são mais amenas. O que é Durante a atividade física, a contração muscular gera calor. Para manter o equilíbrio térmico, o corpo depende principalmente da evaporação do suor. No exercício, até 80% da dissipação de calor ocorre dessa forma, tornando o suor vital para a regulação da temperatura. Maior risco No verão, há um duplo estresse térmico: o calor produzido pelo exercício somado à alta temperatura ambiente. Em locais quentes e úmidos, a evaporação do suor fica menos eficiente, forçando o corpo a suar mais e aumentando o risco de desidratação e perda de minerais. Sinais de alerta Atenção aos sintomas que indicam que o corpo está em sofrimento térmico: Tontura Fraqueza Queda de desempenho Câimbras Desidratação A exaustão pelo calor pode causar mal-estar intenso, náuseas, vômitos, diarreia e dor de cabeça. O quadro mais grave é a insolação, quando o corpo perde o controle da temperatura, que pode ultrapassar 40°C, provocando desorientação e perda da consciência, exigindo atendimento médico imediato. Alimentação Treinar em jejum aumenta o risco de queda de desempenho, especialmente em dias de calor Refeições leves e equilibradas ajudam a manter energia, performance e recuperação Frutas e vegetais contribuem para a hidratação do organismo Alimentos ricos em água auxiliam no equilíbrio hídrico durante o exercício Cuidados Beber líquidos antes, durante e após o exercício Priorizar líquidos gelados com eletrólitos Treinar no início da manhã ou no fim da tarde Usar roupas leves, protetor solar e bonés Respeitar os limites individuais Fazer aclimatação ao calor