Quadro afeta o sistema venoso das pernas do presidente norte-americano (Reprodução) Quando o nome de Donald Trump aparece ligado a uma condição médica, a notícia rapidamente ganha repercussão internacional. Recentemente, o presidente dos Estados Unidos foi diagnosticado com insuficiência venosa crônica, uma condição que, embora silenciosa em muitos casos, afeta a qualidade de vida de milhões de pessoas em todo o mundo — especialmente homens e mulheres com mais de 50 anos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A doença não é rara e costuma ser subestimada por quem convive com sintomas leves. No entanto, sem tratamento adequado, ela pode evoluir para quadros graves, incluindo úlceras varicosas e risco aumentado de trombose venosa profunda. Neste especial, explicamos o que é a insuficiência venosa crônica (IVC), como ela se manifesta, quem está mais vulnerável, quais são as formas de tratamento e os cuidados necessários para conviver com a condição. O que é insuficiência venosa crônica? A insuficiência venosa crônica é uma doença vascular que ocorre quando as veias das pernas não conseguem bombear o sangue de volta ao coração de forma eficiente. O problema está geralmente associado a válvulas venosas enfraquecidas ou danificadas, que permitem o refluxo do sangue, causando acúmulo nas extremidades inferiores. Esse acúmulo, chamado de estase venosa, pode gerar inchaço (edema), sensação de peso nas pernas, dores, coceira, mudança na coloração da pele e, em casos mais avançados, feridas de difícil cicatrização, conhecidas como úlceras venosas. Quais são os principais sintomas? Os sintomas da insuficiência venosa crônica tendem a surgir de forma progressiva. Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), os mais comuns são: Inchaço nas pernas e tornozelos, especialmente ao final do dia Sensação de peso ou cansaço nas pernas Varizes visíveis ou dilatadas Escurecimento ou endurecimento da pele nas pernas Coceira persistente ou irritação na pele da região afetada Formação de úlceras, especialmente ao redor dos tornozelos Esses sintomas costumam piorar quando a pessoa permanece muito tempo em pé ou sentada, e melhoram com o repouso e elevação das pernas. Quem está mais propenso a desenvolver a doença? A insuficiência venosa crônica é mais comum em: Pessoas com histórico familiar de varizes ou doenças venosas Mulheres (principalmente após a menopausa) Idosos Pessoas obesas ou com sobrepeso Profissionais que ficam muito tempo em pé ou sentados, como professores, cabeleireiros, vendedores e motoristas Gestantes Indivíduos sedentários Além disso, fatores como tabagismo, hipertensão, trombose prévia e má circulação também podem agravar o quadro. O caso de Donald Trump e o alerta à população O diagnóstico de Donald Trump chamou a atenção para a insuficiência venosa crônica como uma condição médica relevante e que não escolhe classe social ou posição política. Aos 78 anos, o presidente vive uma rotina intensa, o que pode ser um agravante para a progressão da doença, principalmente sem os cuidados adequados. Especialistas lembram que, apesar de não ser considerada uma enfermidade aguda, a IVC pode se tornar incapacitante se não for tratada, e merece acompanhamento médico contínuo. Como é feito o diagnóstico? O diagnóstico da insuficiência venosa crônica é feito por um angiologista ou cirurgião vascular com base na avaliação clínica e em exames específicos. O mais utilizado é o Doppler venoso, um tipo de ultrassom que permite observar o fluxo de sangue nas veias e identificar falhas nas válvulas venosas. Em casos avançados, podem ser solicitados exames adicionais para descartar a presença de trombose ou outras complicações vasculares. Quais os tratamentos disponíveis? O tratamento da insuficiência venosa crônica depende do grau de comprometimento. As principais abordagens incluem: Uso de meias de compressão elástica, que melhoram o retorno venoso Medicação venotônica, que fortalece as paredes das veias e reduz sintomas Fisioterapia e drenagem linfática, para melhorar a circulação Prática de atividade física regular, especialmente caminhadas Cirurgias minimamente invasivas, como laser ou radiofrequência, para remover ou tratar veias doentes Em casos mais graves, pode ser necessário tratamento cirúrgico convencional A mudança de hábitos é fundamental. Controlar o peso, evitar o sedentarismo, não fumar e reduzir o tempo em pé ou sentado contribuem significativamente para a qualidade de vida do paciente. Insuficiência venosa crônica tem cura? A insuficiência venosa crônica não tem cura definitiva, mas pode ser controlada com o tratamento adequado. Quando bem manejada, a condição permite que o paciente tenha uma vida normal, sem limitações significativas. O acompanhamento médico regular é essencial para monitorar a evolução da doença, prevenir complicações e adaptar o tratamento ao longo do tempo.