<p data-end="247" data-start="32">A combinação entre demanda aquecida, níveis de estoque mais ajustados e condições de crédito favoráveis deve sustentar a valorização dos imóveis neste ano, embora em ritmo menos intenso do que o observado em 2025.</p> <p data-end="451" data-start="249">No segmento popular, programas habitacionais e incentivos públicos também contribuem para reduzir o custo de entrada e ampliar o acesso ao financiamento, estimulando a absorção das unidades ofertadas.</p> <p data-end="870" data-start="453">Mesmo diante das incertezas no cenário macroeconômico (juros básicos e inflação), a expectativa para o mercado imobiliário neste ano é de aumentos mais moderados. Segundo o sócio-consultor da Brain Inteligência Estratégica, Marcelo Gonçalves, a desaceleração nas vendas, combinada com um recuo ainda maior no volume de lançamentos, tende a evitar quedas relevantes nos preços, mas também limita avanços mais fortes.</p> <p data-end="1106" data-start="872">Para Gonçalves, o cenário na Baixada Santista é de valorização gradual dos ativos imobiliários. “Isso mostra que essas cidades ainda têm muita força. Em Santos, até outubro de 2025 foram cerca de 900 unidades vendidas, por exemplo”.</p> <p data-end="1434" data-start="1108">Os números do Índice FipeZap, que considera anúncios em portais imobiliários, corroboram essa leitura. No ano passado, Santos registrou valorização de 9,46%, acima da média nacional (6,52%). São Vicente teve alta de 6,94%, enquanto Praia Grande (4,62%) e Guarujá (4,46%) apresentaram aumentos mais moderados ao longo do ano.</p> <p data-end="1790" data-start="1436">A avaliação também é compartilhada pelo sócio-diretor da construtora e incorporadora Engeplus, Roberto Luiz Barroso Filho, ao projetar o comportamento do mercado de imóveis novos. “Acredito na valorização porque o estoque vem sendo consumido ao longo do tempo. Apesar de vários lançamentos, as vendas têm sido maiores, portanto, o preço tende a subir”.</p> <p data-end="1804" data-start="1792"><strong data-end="1802" data-start="1792">Usados</strong></p> <p data-end="2024" data-start="1806">O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana Neto, diz que a tendência de valorização também se verifica nos usados, que representam a maior fatia do mercado.</p> <p data-end="2268" data-start="2026">No caso de Santos, a limitação de espaços para a construção de novos empreendimentos tende a contribuir para essa valorização. “Qualquer terreno está custando caro, então, a propriedade imobiliária usada vai continuar valorizando bastante”.</p> <p data-end="2496" data-start="2270">Viana acrescenta que, desde a pandemia, há maior procura por imóveis na Baixada Santista, que atrai diferentes perfis de compradores, tanto quem adquire as unidades para morar quanto para investir, com aposta de valorização.</p> <p data-end="37" data-start="0"><strong data-end="37" data-start="0">Comprador não deve 'perder tempo'</strong></p> <p data-end="388" data-start="39">Para o sócio-consultor da Brain, Marcelo Gonçalves, interessados em adquirir um imóvel não devem perder tempo. “Se tivermos um mercado que lance menos e que continue uma curva de vendas mesmo que em queda, pode ser que tenhamos um número menor de produtos”, diz, enfatizando que, pela lei de oferta e procura, isso pode encarecer o preço dos ativos.</p> <p data-end="525" data-start="390">Gonçalves adverte, também, que a queda da Selic (juros básicos) pode demorar para impactar na taxa que o mutuário vai pagar aos bancos.</p> <p data-end="876" data-start="527">Contudo, ele avalia o momento como favorável à aquisição de imóveis. “O preço pode ter subido, mas temos ainda muitos imóveis com uma boa curva de custo e preço, o que é uma oportunidade que pode não existir se houver aumento no decorrer de 2026. Por isso, como costumo brincar, o melhor dia para comprar é hoje, porque amanhã pode estar mais caro”.</p> <p data-end="1163" data-start="878">A expectativa do mercado financeiro é de redução da Selic, de 15% para 12% até o fim do ano. Segundo o diretor regional do Secovi (sindicato das empresas de compra e venda de imóveis), Carlos Meschini, esse recuo tende a ampliar o acesso ao financiamento e aquecer o setor imobiliário.</p> <p data-end="1270" data-start="1165">“Isso permite que um contingente maior de famílias consiga planejar a aquisição da casa própria”, afirma.</p> <p data-end="1584" data-start="1272">“Ao comprar um imóvel, falamos em um financiamento de 35 anos. A partir do momento que o comprador tem a confiança de que não vai haver aumento na taxa de juros e que aquele financiamento está dentro das condições que ele possui, o negócio é feito”, complementa o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto.</p> <p data-end="1771" data-start="1586">Para o diretor da Engeplus, Roberto Luiz Barroso Filho, aliada à queda dos juros, a Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida, linha voltada à classe média, deve estimular ainda mais a demanda.</p> <p data-end="1971" data-is-last-node="" data-is-only-node="" data-start="1773">Em Santos, segundo ele, há regiões que demonstram bom potencial de valorização. “Acredito muito na faixa intermediária da Cidade, entre as avenidas Francisco Glicério e Afonso Pena e o Centro”, diz.</p>