Saiba qual o protetor solar ideal para usar e evitar problemas graves com sua pele no verão (Adobe Stock e Alexsander Ferraz/AT) Escolher o protetor solar certo vai muito além de optar pelo maior fator de proteção (FPS). A textura, o tipo de filtro e os ativos presentes na fórmula influenciam diretamente na eficácia do produto e no conforto ao longo do dia. A escolha se torna ainda mais importante no verão, estação que começa neste domingo (21). Com isso, cresce a expectativa de calor intenso e praias lotadas no litoral de São Paulo e no restante do Brasil. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a coordenadora do curso de Farmácia e Biomedicina da Faculdade Anhanguera, Rachel Jones, entender essas diferenças é essencial para manter a pele protegida e saudável em qualquer estação do ano. “A principal dúvida é: ‘qual protetor é o melhor para mim?’. A verdade é que cada pele reage de um jeito. Um produto que funciona bem para pele seca pode causar brilho excessivo em quem tem pele oleosa. Já peles sensíveis precisam de fórmulas específicas para evitar irritações”, explica a especialista. Pele oleosa: fórmulas leves e efeito matte Quem tem pele oleosa deve apostar em protetores oil free, de toque seco, com textura gel, gel-creme ou fluida. Em geral, essas versões utilizam filtros químicos, que se espalham com mais facilidade e não deixam sensação pesada. “Eles ajudam a controlar o brilho e reduzem a obstrução dos poros, evitando acne e aumento da oleosidade ao longo do dia”, detalha Rachel. Pele seca: hidratação é prioridade Já a pele seca costuma apresentar repuxamento e descamação. Para esse público, os protetores mais indicados são os que combinam proteção solar com ativos hidratantes, como ácido hialurônico, ceramidas e glicerina. Fórmulas em creme ou loção ajudam a restaurar a barreira cutânea e a prevenir o ressecamento. Pele sensível: filtro físico é o mais seguro Protetores solares minerais (físicos), à base de dióxido de titânio e óxido de zinco, são os mais recomendados para peles sensíveis, crianças, pessoas alérgicas ou com rosácea e dermatite. “Esses filtros formam uma camada de reflexão sobre a pele e apresentam menor risco de irritação”, afirma a especialista. Pele com manchas ou melasma: proteção com cor Para quem sofre com melasma ou hiperpigmentações, o protetor com cor é um grande aliado. Além de proteger contra os raios UV, ele cria uma barreira contra a luz visível, emitida por telas e ambientes internos. “Isso ajuda a evitar o efeito rebote do melasma”, pontua Rachel. Pele acneica: atenção aos rótulos Peles acneicas exigem produtos não comedogênicos, livres de óleos minerais e com textura leve. Alguns protetores ainda incluem ativos como niacinamida e ácido salicílico, que auxiliam no controle da inflamação e das espinhas. Pele madura: proteção e tratamento Para peles maduras, a recomendação é optar por FPS 50 ou superior, com antioxidantes como vitaminas C e E e resveratrol, além de textura em creme. “Com o passar do tempo, a pele perde água e colágeno, por isso precisa de fórmulas que protejam e tratem ao mesmo tempo”, reforça a coordenadora. Afinal, qual FPS escolher? De acordo com a especialista: FPS 30 é suficiente para o dia a dia, filtrando cerca de 97% dos raios UVB; FPS 50 aumenta a proteção para aproximadamente 98%; FPS 70 ou mais é indicado para peles muito claras, pessoas com histórico familiar de câncer de pele, manchas ou exposição prolongada ao sol. Independentemente do tipo de pele, a orientação é reaplicar o protetor a cada duas ou três horas e manter o uso diário. “O melhor protetor solar é aquele que você consegue usar todos os dias, com conforto e segurança”, conclui a especialista.