O beach tennis é uma excelente opção de atividade física, desde que praticada com responsabilidade (Divulgação) Com a chegada do verão e a maior procura por atividades ao ar livre, o beach tennis volta a ganhar força nas praias e arenas de areia. O esporte, que já reúne mais de 1,1 milhão de praticantes no Brasil, segundo a Confederação Brasileira de Tênis (CBT), também tem impulsionado o número de atendimentos médicos por lesões, principalmente entre iniciantes e pessoas sem preparo físico adequado. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Um estudo realizado em Santa Catarina com 140 praticantes apontou que cerca de 30% já sofreram algum tipo de lesão relacionada à modalidade, quase metade delas nos membros inferiores. A combinação entre terreno instável, movimentos rápidos e fadiga muscular cria um cenário propício para torções, especialmente no joelho. A areia irregular exige maior esforço da musculatura estabilizadora e acelera o cansaço físico. Movimentos de giro e mudança brusca de direção podem fazer com que o pé “trave” no solo, aumentando o risco de lesões ligamentares, como a ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA), uma das mais comuns entre os praticantes. Joelho é o mais afetado Responsável por estabilizar o joelho durante rotações, o LCA costuma ser lesionado em entorses típicas do beach tennis. Os principais sinais são inchaço nas primeiras horas após a torção, sensação de instabilidade e episódios recorrentes de edema. Em casos de ruptura completa, a cirurgia costuma ser indicada para quem deseja manter a prática esportiva. Ignorar o problema e continuar jogando pode agravar o quadro, aumentando o risco de novas torções e de danos aos meniscos e à cartilagem. Além do joelho, também são frequentes entorses de tornozelo, devido à instabilidade da areia, e tendinites no ombro e no cotovelo, geralmente associadas à falta de fortalecimento muscular. Como reduzir o risco de lesões no beach tennis Especialistas recomendam algumas medidas simples para tornar a prática mais segura, especialmente durante o verão, quando a frequência de jogos aumenta: 1. Fortaleça coxas, quadris e core O fortalecimento da musculatura estabilizadora ajuda a evitar o chamado valgo dinâmico, quando o joelho “entra” durante o movimento, aumentando o risco de lesões. 2. Faça aquecimento antes e alongamento depois Preparar o corpo antes do jogo reduz o risco de entorses e sobrecarga articular. O alongamento após a atividade auxilia na recuperação muscular. 3. Tenha orientação profissional Aulas com instrutores qualificados ajudam a corrigir a técnica e são essenciais para iniciantes ou para quem quer evoluir no esporte com mais segurança. 4. Respeite seus limites físicos Jogar sob fadiga aumenta significativamente o risco de lesões, especialmente em movimentos rápidos e repetitivos. Pausas e moderação são fundamentais. 5. Atenção aos sinais de alerta Dor persistente, inchaço e sensação de instabilidade não são normais e exigem avaliação médica antes do retorno às quadras. Apesar dos riscos, o beach tennis continua sendo uma excelente opção de atividade física, desde que praticado com responsabilidade. Preparar o corpo, respeitar os limites e buscar orientação adequada são atitudes que fazem toda a diferença para aproveitar o esporte sem transformar o lazer em problema de saúde.