Alguns comportamentos sabotam o metabolismo ne as pessoas nem percebem (Adobe Stock) Você pode estar fazendo tudo “certo” para tentar emagrecer ou manter o peso, mas ainda assim não vê resultado. A explicação pode estar em ações simples, e muitas vezes automáticas, que freiam o metabolismo ao longo do dia. Especialistas em nutrição e metabolismo alertam que hábitos corriqueiros, como dormir mal, pular refeições ou exagerar no uso de telas, podem reduzir a capacidade do corpo de gastar energia e processar nutrientes de forma eficiente. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! 1. Dormir pouco ou dormir mal A privação de sono está entre os fatores que mais prejudicam o metabolismo. Isso porque, durante o descanso profundo, o corpo regula hormônios importantes, como cortisol, adrenalina e GH (hormônio do crescimento). Quando essa etapa é interrompida ou encurtada, o organismo entra em estado de alerta constante, reduz o gasto calórico e aumenta a fome, especialmente por carboidratos simples. Por que atrapalha: Aumenta o cortisol, favorecendo o acúmulo de gordura abdominal. Diminui o gasto energético basal. Afeta a sensibilidade à insulina. Como corrigir: Criar rotina de sono, evitar telas 1 hora antes de dormir e manter o quarto escuro e silencioso. 2. Pular refeições (especialmente o café da manhã) Muita gente acredita que reduzir refeições acelera o emagrecimento, mas o efeito é contrário. Ao ficar muitas horas sem comer, o corpo interpreta que está diante de uma ameaça e passa a economizar energia, ou seja, o metabolismo desacelera. Por que atrapalha: Reduz o gasto calórico basal. Prejudica o funcionamento da tireoide. Pode causar compulsão alimentar no fim do dia. Como corrigir: Fazer refeições leves em intervalos regulares e priorizar proteínas logo no início do dia. 3. Sedentarismo e longos períodos sentado Mesmo quem treina uma hora por dia pode ter metabolismo lento se passa o restante do tempo sentado. Estudos mostram que longos períodos de inatividade reduzem a ação das enzimas responsáveis por queimar gordura. Por que atrapalha: Diminui a circulação sanguínea. Reduz a sensibilidade à insulina. Afeta a massa magra, que é o motor do metabolismo. Como corrigir: Levantar a cada 60 minutos, alongar, caminhar alguns minutos e incluir exercícios de força na rotina. 4. Baixa ingestão de proteína A proteína é fundamental para a construção e manutenção dos músculos, que são estruturas metabolicamente ativas. Dietas pobres nesse nutriente diminuem a massa magra e reduzem o gasto energético. Por que atrapalha: Dificulta a recuperação muscular. Reduz o efeito térmico dos alimentos (calorias gastas para digestão). Aumenta a fome entre refeições. Como corrigir: Incluir boas fontes de proteína em todas as refeições (ovos, iogurte, frango, peixes, leguminosas). 5. Beber pouca água A hidratação adequada é essencial para o bom funcionamento celular e para manter o metabolismo ativo. A desidratação compromete reações metabólicas e a capacidade do corpo de utilizar energia. Por que atrapalha: Reduz a eficiência da digestão. Afeta o transporte de nutrientes. Diminui o desempenho físico. Como corrigir: Beber água ao longo do dia e consumir alimentos ricos em líquidos, como frutas e vegetais. 6. Exagerar no estresse e no uso de telas O estresse crônico aumenta o cortisol e cria um ambiente hormonal que reduz o gasto energético. O excesso de telas, principalmente à noite, aumenta ainda mais o problema, pois atrapalha o sono e a produção de melatonina. Por que atrapalha: Aumenta o apetite por alimentos calóricos. Diminui o metabolismo basal. Prejudica a qualidade do sono. Como corrigir: Praticar técnicas de respiração, meditação, pausas digitais e reduzir estímulos à noite. 7. Dietas restritivas Cortar grupos alimentares ou reduzir drasticamente a quantidade de calorias pode até gerar um emagrecimento rápido, mas o efeito rebote é quase garantido. O corpo entra em modo de economia extrema. Por que atrapalha: Diminui a massa muscular. Reduz hormônios da tireoide. Afeta o humor e o nível de energia. Como corrigir: Optar por reeducação alimentar, acompanhada por nutricionista, com foco em equilíbrio e saciedade.