'Será o maior feito de nossa história', diz técnico do River-URU sobre uma possível classificação

Jorge Giordano tem esperança de que sua equipe elimine o Santos, nesta terça-feira, na Sul-Americana

Por: Bruno Lima  -  25/02/19  -  13:19
Atualizado em 25/02/19 - 13:35
  Foto: Francisco Flores/Ovación

Após o empate no clássico do último sábado (23), contra o Palmeiras, pelo Campeonato Paulista, o Santos coloca o estadual de lado para se concentrar na partida de volta da primeira fase da Copa Sul-Americana, contra o River Plate, do Uruguai, nesta terça-feira (25).


Em entrevista exclusiva para A Tribuna, o técnico da equipe uruguaia, Jorge Giordano, afirma que os seus comandados vêm ao Brasil sonhando em escrever a página mais gloriosa da história do clube.


“Sabemos que a classificação é muito difícil. O Santos é um dos maiores times da América do Sul. É um clube muito respeitado no Uruguai, por conta dos históricos confrontos do passado com o Peñarol. Mas nós temos a nossa esperança e a nossa ambição. Por essa importância do Santos no nosso país, se avançarmos, será o maior feito de nossa história”.


O empate por 0 a 0 na partida de ida, mesmo atuando com um jogador a mais em boa parte do segundo tempo, devido à expulsão de Orinho, foi encarado como um placar justo por Giordano. E, satisfeito com o desempenho da sua equipe naquela ocasião, o treinador afirma que quer ver uma postura similar do River Plate no Pacaembu. 


“Estamos montando uma estratégia parecida com a que apresentamos em Montevidéu. Para nós, quanto mais truncada a partida, melhor, pois sabemos que o Santos é um time muito perigoso. Tem bons jogadores, como Ferraz, Pituca, Sánchez e Derlis, que são capazes de resolver o jogo a qualquer instante”.


Questionado se levar a decisão aos pênaltis faz parte dos seus planos, o treinador optou pelo mistério. “Pode ser. Mesmo sabendo das dificuldades, queremos aclassificação”.


Dois fatores


Para escrever a página mais gloriosa da história do River Plate, o técnico conta com dois fatores a favor da sua equipe: os portões fechados e o retorno do meio-campista José Neris, de 18 anos. O duelo será com portões fechados devido à punição imposta pela Conmebol após a briga entre a torcida do Santos e a Polícia Militar durante a eliminação do Peixe na Libertadores do ano passado, para o Independiente, da Argentina.


Mais do que não precisar suportar a pressão vinda das arquibancadas, ter a oportunidade de escalar Neris é o que mais anima Giordano. “Certamente ele estará em campo. Não esteve na seleção sub-20 do Uruguai no Sul-Americano de seleções por causa de uma lesão e não jogou contra o Santos em Montevidéu por estar suspenso. Agora ele está de volta. Neris é um jogador muito importante, que dá mais força e intensidade para o nosso time”.


Como o duelo de ida terminou empatado em 0 a 0, qualquer empate com gols classifica o time uruguaio. Uma vitória simples garante qualquer uma das equipes.


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