Santos estreia na Libertadores Feminina contra o Colo-Colo e Rosana avisa: "O time vem forte"

Atacante conversou com A Tribuna On-Line e falou sobre a preparação para o torneio, futebol feminino no Brasil e seu futuro

Por: Caíque Stiva  -  20/11/18  -  02:52
Rosana era lateral, mas atua como centroavante no Santos
Rosana era lateral, mas atua como centroavante no Santos   Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo - SFC

A Copa Libertadores de Futebol Feminino começa nesta terça-feira (20) para o Santos. As Sereias da Vila enfrentam o Colo-Colo (CHI), na Arena da Amazônia, em Manaus, às 20h, e iniciam a caminhada em busca do tricampeonato da América.


Principal reforço do Peixe na temporada, a atacante Rosana conversou com A Tribuna On-Line e comentou sobre a preparação para o torneio continental, falou do futebol feminino no brasil e deu pistas sobre seu futuro.


Campeão do Paulistão Feminino de 2018, o Santos entra agora em sua última competição na temporada. Segundo Rosana, a preparação da equipe para a disputa da Libertadores foi uma continuidade do que já havia sido feito ao longo do ano.


"A gente vem treinando bastante. É uma competição sul-americana e o título é muito importante. A expectativa é grande para que a gente comece bem e termine melhor ainda. O time vem forte. Em nenhum momento a gente deixou cair a preparação, a comissão trabalha muito, então a gente se sente muito bem para enfrentar qualquer time", conta.


Apesar da Libertadores ser uma competição continental, a camisa 9 do Peixe no torneio admite que o Paulistão e o Brasileirão são campeonatos com um nível de dificuldade maior, assim como a treinadora Emily Lima também já havia falado em conversa com A Tribuna On-Line na semana passada.


"Claro que a Libertadores tem equipes boas, mas eu acredito que o Campeonato Brasileiro e o Paulista, principalmente, são os mais difíceis. No Paulistão a gente joga contra equipes que estão no centro do futebol feminino, onde tudo acontece. Então, os dois campeonatos sem dúvidas são mais competitivos. Mas, em contrapartida, a Libertadores é desafiante, porque são jogos decisivos a todo momento, são jogos de mata mata. É sempre desafiador. Eu gosto muito disso", conta.


Rosana é a artilheira do Santos na temporada
Rosana é a artilheira do Santos na temporada   Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo - SFC

Com duas Libertadores no currículo e passagens por França, EUA, Áustria e Noruega, além de títulos pela Seleção Brasileira, Rosana é uma das mais experientes do elenco santista. Para ela, toda bagagem internacional é importante para a equipe na competição.


"Qualquer experiência é válida, independentemente da competição. Não digo só experiência da Libertadores, mas de Olimpíada e Copa do Mundo, que são competições muito decisivas. Acho que isso pode ajudar e fortalecer o grupo", diz.


Futebol feminino no Brasil


Contratada pelo Santos em fevereiro como o principal reforço da equipe na temporada, Rosana acredita que o clube é uma das referências no futebol feminino no País, mas explica que em comparação com países onde a categoria é mais valorizada, o Brasil ainda tem muito o que evoluir.


"A gente tem que falar do inverso. Eu falei que o Brasil está bem em relação aos outros países sul-americanos, mas se comparar o Brasil em relação à Europa, a gente está na mesma condição dos times sul-americanos. O Santos é um time que dá uma estrutura interessante na parte administrativa, contratos profissionais, carteira de trabalho... mas, por ser o Santos, ainda acho que pode haver uma evolução até de estrutura física. O futebol feminino aqui no Brasil ainda está engatinhando em comparativo com as estruturas lá de fora. Estamos muito atrás, mas acredito a gente vai ter um contexto melhor daqui para frente", explica.


Futuro


Artilheira das Sereias da Vila na temporada, aos 36 anos, Rosana ainda acredita que pode jogar por mais tempo, mas conta que já começou a analisar possibilidades para o que fazer quando pendurar as chuteiras.


"Estou em um momento de transição de carreira ainda. Estou abrindo um leque pra outras opções e me preparando para essa reta final, fazendo vários cursos de treinadora e gestão dentro de futebol. Me interesso muito por isso, então a ideia é jogar e se preparar para que as coisas fluam de forma natural para esses próximos anos", finaliza.


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