Em 13 jogos no Brasileirão, Neymar só marcou três gols e desperdiçou seis grandes chances (Raul Baretta/Santos FC) O técnico Juan Pablo Vojvoda disse, após o empate do Santos contra o Atlético-MG, domingo, que quer “o melhor Neymar”. Elogiando a atuação do camisa 10 no primeiro tempo do jogo em Belo Horizonte, o treinador aposta no crescimento de produção do atacante. A realidade, porém, joga contra o craque, que vive momento técnico ruim quando o assunto é bola na rede. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Décimo segundo na lista de maiores goleadores da história do Alvinegro, com 145 gols, Neymar tem desperdiçado oportunidades que, em outros tempos, jamais perderia. Contra o Galo, logo aos 5 minutos de bola rolando, ele recebeu passe açucarado de João Schimdt e, dentro da área, livre, chutou fraco, nas mãos de Everson. Minutos depois, outra assistência, desta vez de Lautaro Díaz, e o camisa 10, livre para concluir a gol, novamente dentro da área, furou de forma bisonha, tal qual um jogador comum. É verdade que nem os craques escapam de deslizes, mas Neymar tem criado poucas chances e cometido erros em excesso nas conclusões. Oportunidades perdidas, como diante do Galo, também foram vistas em partidas recentes. Na vitória sobre o Cruzeiro, no Mineirão, no dia 10 de agosto, ele perdeu um gol incrível. No final do primeiro tempo, livre na área, de frente para o gol, bateu por cima do travessão. O mesmo erro cometido na derrota para o Internacional por 2 a 1, na Vila, no dia 23 de julho. Números comuns Em 13 partidas no Brasileirão, 11 delas iniciando como titular, Neymar marcou apenas três gols. Um na vitória contra o Flamengo por 1 a 0, no dia 17 de julho, e dois frente ao Juventude, no dia 4 de agosto, no MorumBis, no triunfo por 3 a 1. Segundo dados do Sofascore, Neymar tem média de 2,2 finalizações, com apenas um chute certo por jogo. No Brasileirão, em 13 partidas, foram 6 grandes chances desperdiçadas, de acordo com o site especializado em estatísticas. Outro dado ruim que chama a atenção é que o craque ainda não deu assistência no campeonato. Os dribles, arma mortal de Neymar em outros tempos, são escassos agora: apenas 1,2 por partida. E a média de perdas de bola também surpreende negativamente: 17 por jogo. Em busca de uma vaga na seleção que vai à Copa do Mundo, em 2026, Neymar vai ter que provar que ainda pode ser decisivo. E estar 100% fisicamente, como disse o técnico Carlo Ancelotti, em entrevista à ESPN.