O técnico Juan Pablo Vojvoda pediu apoio da torcida na Vila Belmiro, na reta final do Brasileirão (Raul Baretta/Santos FC) O técnico Juan Pablo Vojvoda minimizou a postura de Neymar, que saiu de campo reclamando no final do segundo tempo do jogo contra o Flamengo, no Maracanã, ao ser substituído por Rollheiser, na noite deste domingo (9). Para o técnico, a atitude do camisa 10 é igual a de qualquer jogador, porque nenhum atleta gosta de sair da equipe. “Quanto a Neymar, é lógico que se chateou, como se chateia outro jogador, mas eu decido quem tem que sair. Considero totalmente normal se ele estava chateado. E, mais: tem que ser assim, muitas vezes, sempre com respeito. Ele não faltou com respeito nem nada, porque talvez essa é a pergunta, mas o respeito está, e jogadores querem jogar e querem ajudar neste momento, que é um momento difícil para o clube”, comentou Vojvoda. O treinador também explicou a escalação do astro como um falso 9, que não ficava fixo na frente, buscando sempre o jogo no meio-campo. “Minha opção foi colocar o Neymar nessa posição, mas com escapes. Se ele vem buscar a bola, tínhamos as transições com Guilherme, que é um jogador de profundidade. Acho que o primeiro tempo do Barreal também deu essa profundidade, os dois laterais, Souza e Igor Vinícius, que são laterais com profundidade também. Mudei também por uma estratégia de enfrentar um adversário que ia ter a bola. Eu queria defender, acho que no primeiro tempo defendemos bem, recebemos um gol que saiu de uma bola parada”, avaliou. Vojvoda elogiou o espírito de luta da equipe, que lutou no final da partida, quando parecia que o Flamengo, com um tranquilo 3 a 0 no placar, poderia até golear. Numa reação meteórica, o Peixe fez dois gols e buscou o empate. “Eu quero isso dos jogadores, o compromisso, eu quero que daqui para frente, e eu já havia pedido, continuem, continuem, não desistam, estamos perdendo, e é verdade. Estávamos perdendo de 3 a 0 no Maracanã, e vamos, vamos, continuamos, tem que ir, tem que lutar, é assim, e eu quero isso de meus jogadores e exijo isso”. Força da torcida O técnico frisou que o time pode sair do sufoco no Brasileirão, onde se encontra há duas rodadas na zona de rebaixamento, com a força da torcida. O Peixe é o 17º colocado, com 33 pontos, dois atrás do Vitória, 16º e primeiro time fora da área de risco. O time baiano tem um jogo a mais. No sábado, às 21 horas, na Vila Belmiro, o time tem o clássico contra o Palmeiras, em jogo atrasado da 13ª rodada, e uma vitória tira a equipe da zona da degola. “Quando termina o jogo, eles vão avaliar, ver se fizemos um bom jogo, se não, mas durante o jogo eu quero esse torcedor da Vila que leve a gente para frente. Esse torcedor que eu, quando vinha jogar e era visitante, sentia o torcedor e dizia ' Na Vila é complicado'. Então, eu quero esse torcedor. Estamos em um momento que temos que estar juntos, um momento que precisamos do torcedor, os jogadores precisam dos torcedores, e preciso também deles. E é uma torcida que nos vai ajudar, porque sabem o momento difícil que estamos vivendo. É isso que posso falar de nossa torcida e eu vou exigir aos jogadores uma entrega máxima, total”