Pesadelo sem fim: cabisbaixos, santistas deixam o campo do Estádio Rei Pelé eliminados da Copa do Brasil (ITAWI ALBUQUERQUE/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO) O Santos iniciou a temporada jogando a expectativa do torcedor lá no alto, com um projeto ousado (e caro) para trazer Neymar de volta à Vila Belmiro após 12 anos. Nas palavras do presidente Marcelo Teixeira, o time que foi montado, com 11 contratações, era para brigar no topo da tabela do Brasileirão. Após nove rodadas do campeonato, porém, o time amarga a zona de rebaixamento e, para piorar, vive a ressaca de uma eliminação precoce na Copa do Brasil. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O que seria motivo de festa na capital alagoana, na noite desta quinta (22), contra o CRB, com o retorno do camisa 10 após 36 dias fora de ação, se transformou em mais um pesadelo para um time que não consegue fugir de seu inferno astral. Cair fora da Copa do Brasil, diante de uma equipe pequena do cenário nacional, foi mais um de tantos golpes que o torcedor santista vem sofrendo desde 2021, com campanhas medíocres até no Campeonato Paulista, além do vexatório rebaixamento no Brasileirão 2023. Depois de não disputar a competição que melhor paga no País, no ano passado, estava no planejamento deste ano do Alvinegro chegar o mais longe possível no torneio. O sonho durou apenas dois jogos, o que vai abalar ainda mais as combalidas finanças do clube. O baixo astral é tamanho que após a queda diante do CRB, Neymar não cravou a permanência no clube. O contrato do camisa 10 termina no dia 30 de junho e as negociações entre Santos e o pai do jogador não tiveram um desfecho. Volta à dura realidade Não bastasse o fiasco da eliminação, o time terá que mostrar o que não tem conseguido nesta temporada: poder de reação. Afinal, neste domingo (25) volta a campo para mais uma partida fora de casa. Território em que a equipe tem um retrospecto vexatório, digno de um time que ocupa a parte de baixo da tabela do Brasileirão. Em 13 jogos longe da Vila este ano, Santos venceu apenas um, empatou três e perdeu nove. Contra o Vitória, no Barradão, em Salvador, pela 10ª rodada, um triunfo é mais do que obrigação. É necessidade. Em penúltimo lugar, com 5 pontos em nove jogos, o Peixe precisa derrotar o rival, que tem 9 pontos e é o primeiro time fora da zona de rebaixamento. Há cinco jogos no comando da equipe, o técnico Cleber Xavier ainda não sabe o que é vencer no primeiro time que dirige na carreira. São três empates e duas derrotas, com apenas um gol marcado. Tentando encontrar respostas para tanta ineficiência, ele repetiu, após o jogo em Maceió, que é preciso “continuar trabalhando”. “É a realidade, cinco jogos, apenas um gol marcado. Nesse jogo (contra o CRB) foi o que a gente mais criou situações e a bola novamente não entrou. Ruim, é duro, é trabalhar, vou dizer o quê? É continuar trabalhando. Amanhã (sexta) a gente faz a análise do jogo e começa a preparar pro jogo com o Vitória no domingo”. E o Neymar? O treinador não adiantou como pretende usar Neymar, que entrou bem na etapa final contra o CRB, para o duelo em Salvador. “Trabalhamos ele (Neymar) nesses três dias que esteve com o grupo. Trabalhou bem, evoluiu bem, um pouco mais de 30 minutos. Sentimos ele bem, com a participação de assistência e finalização. Agora é cuidar muito da recuperação, não só dele, mas de alguns jogadores que estão voltando. O próprio Souza. Analisar com calma para ver a definição do time para domingo”.