Rollheiser, segunda contratação mais cara da história do Santos, atrás de Leandro Damião, não desencantou (Raul Baretta/Santos FC) Quantidade não é qualidade. Que o diga o Santos, que contratou 20 jogadores nesta temporada e chegou à última rodada do Brasileirão ainda correndo risco de rebaixamento. Apesar do final feliz, com a permanência na Série A, 2025 serve de aprendizado para a diretoria, que depois de gastar muito em reforços, terá que apertar o cinto em 2026 para equilibrar as contas. A ideia, além de renovar com Neymar, é fazer contratações pontuais e negociar atletas encostados. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Dos 20 jogadores que chegaram ao Alvinegro, três não finalizaram a temporada: o lateral-direito Leo Godoy e os atacantes Deivid Washington e Gabriel Veron. O zagueiro Luisão não entrou em campo com o técnico Juan Pablo Vojvoda e pode ser negociado, já que o clube investiu nas compras de Zé Ivaldo, Adonis Frías e Alexis Duarte e ainda tem Luan Peres para a posição. Na lateral direita, Igor Vinícius terminou o ano em alta, titular e com sequência de bons jogos. Mayke, por outro lado, além da irregularidade, sofreu com lesões. No custo-benefício, foi uma negociação pouco vantajosa, por ser um jogador caro. No meio-campo, Zé Rafael e Willian Arão se firmaram no time, apesar de Zé Rafael ter virado reserva na reta final do Brasileirão. Reforços caros não encantaram Os meia-atacantes deixaram a desejar. A contratação mais cara do ano, Benjamín Rollheiser, comprado por 11 milhões de euros (mais de R\$ 65 milhões) não desencantou. Apesar de habilidoso e decisivo em alguns momentos, como ao marcar o gol da vitória no clássico contra o Palmeiras, por 1 a 0, no dia 15 de novembro, na Vila, o argentino ficou devendo, com atuações apáticas e falta de ritmo de jogo. Victor Hugo, emprestado pelo Flamengo, foi titular em quatro de nove jogos em que foi usado por Vojvoda, mas não atuou nas três últimas rodadas. Thaciano fez temporada ruim e se redimiu apenas no último jogo, com dois gols na vitória por 3 a 0 sobre o Cruzeiro. Pouco para quem custou cerca de R\$ 32 milhões. No ataque, apesar de altos e baixos, Neymar terminou bem, liderando o Peixe na fuga do descenso. Se permanecer no clube, espera-se um desempenho melhor em 2026, após a artroscopia no menisco do joelho esquerdo. Barreal foi um dos destaques e o Santos deve exercer o direito de compra junto ao Cincinatti (EUA), mas precisará desembolsar US\$ 4,5 milhões (cerca de R\$ 25 milhões). Outras decepções Tiquinho Soares decepcionou. Envolvido na venda do zagueiro Jair ao Botafogo, o atacante não lembrou o jogador decisivo que atuou no time carioca. Marcou sete gols em 40 jogos. Um dos maiores salários do elenco (mais de R\$ 1 milhão), ele está na lista de negociáveis. Lautaro Díaz, Caballero e, principalmente, Billal Brahimi, não empolgaram. Díaz foi muito usado por Vojvoda, mas apesar de taticamente útil, é limitado tecnicamente, assim como Caballero. Brahimi, por sua vez, foi uma “invenção” da diretoria.