Anunciado oficialmente nesta sexta (22) pelo Santos, Juan Pablo Vojvoda chega para recolocar a equipe nos trilhos do Brasileirão e dar fim a uma triste estatística do clube. Nos últimos quatro anos e dois meses, tempo que o argentino dirigiu o Fortaleza, 13 treinadores passaram pelo Peixe. Nesta conta estão 11 técnicos principais e dois interinos (Marcelo Fernandes atuou nas duas funções). Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp Vojvoda iniciou a trajetória vitoriosa no Leão no dia 4 de maio de 2021 e foi demitido no dia 14 de julho passado, após 310 jogos, recorde na história do Fortaleza, que subiu de patamar no cenário nacional sob o comando do argentino. Mais do que partidas à frente do time, ele colecionou títulos: três estaduais, duas Copas do Nordeste e um vice-campeonato na Copa Sul-Americana. Além de três participações na Copa Libertadores, competição que o tricolor cearense nunca havia disputado. Ciranda de técnicos Quando Vojvoda iniciava o trabalho no Fortaleza, em maio de 2021, Marcelo Fernandes ocupava o cargo de interino após a saída de Ariel Holán, primeiro técnico contratado pela gestão de Andrés Rueda. Após cinco jogos, Fernandes deu lugar a Fernando Diniz. Diniz não completou quatro meses no comando, entre maio e setembro daquele ano, e caiu após 31 jogos. Foi substituído por Fábio Carille, que ficou entre setembro de 2021 e fevereiro de 2022. Pouco mais de cinco meses e 26 jogos. O argentino Fabián Bustos foi contratado em março e demitido em julho de 2022. Foram 29 jogos em 125 dias. Com a queda de Bustos, Marcelo Fernandes voltou a assumir o time interinamente em quatro jogos. Lisca assumiu o time em julho de 2022, mas durou apenas 52 dias, dirigindo a equipe em oito partidas. Orlando Ribeiro, que à época era treinador da equipe sub-20 santista, foi efetivado para os últimos 12 jogos do Brasileirão. Mudanças constantes não evitaram o rebaixamento Com tantas mudanças nas temporadas 2021 e 2022, que contribuíram para que o time corresse risco de rebaixamento no Paulistão, a gestão Rueda tentou corrigir a rota. Trouxe, em novembro de 2022, Odair Hellmann para ser o comandante em 2023. Mas o roteiro se repetiu. Apesar de o catarinense ficar pouco mais de sete meses no Alvinegro, ele foi demitido depois de 34 jogos, em junho de 2023. O Peixe apostou no inexperiente Paulo Turra, que havia trabalhado como auxiliar de Felipão, e o resultado também foi ruim. O gaúcho caiu após apenas sete confrontos e 39 dias no clube. Mas o recorde negativo de permanência de um treinador ainda seria superado. Foi do sucessor, o uruguaio Diego Aguirre, que passou no RH do clube após o quinto jogo. Em setembro, Marcelo Fernandes foi efetivado no cargo. Comandou o time em 15 jogos, na reta final do Brasileirão. Fez o time reagir, mas não evitou o amargo rebaixamento à Série B. Carille bate recorde de permanência O ano de 2024 começou com nova gestão no Alvinegro. De volta ao clube, Marcelo Teixeira trouxe Fábio Carille para a segunda passagem na Vila Belmiro. E ele conseguiu um feito que não acontecia desde 2019, com Jorge Sampaoli: durar uma temporada. Carille só não esteve à frente do time na última rodada da Série B, contra o Sport, quando o Santos foi comandado pelo interino Leandro Zago, então técnico da equipe sub-20. Pedro Caixinha iniciou esta temporada, mas a permanência também foi curta. Após 103 dias e 17 jogos, o português caiu. César Sampaio assumiu interinamente em três jogos do Brasileirão até a chegada de Cleber Xavier, no dia 29 de abril. Em mais uma aposta equivocada da diretoria, o ex-auxiliar de Tite, que fazia o primeiro trabalho como técnico principal, não suportou a vexatória goleada do último domingo, para o Vasco. A queda aconteceu depois de 15 partidas. Neste domingo (14), contra o Bahia, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador, às 16 horas, Matheus Bachi, ex-auxiliar de Cleber Xavier e agora integrante da comissão técnica fixa, vai dirigir o time interinamente. Aguardado neste sábado (23) na Cidade, Vojvoda estreia contra o Fluminense, no dia 31, na Vila Belmiro. Para iniciar um novo desafio na carreira e, quiçá, contrariar a estatística santista. Linha do tempo De maio de 2021 a julho de 2025, período em que Vojvoda dirigiu o Fortaleza, o Santos teve 13 técnicos. Confira: Marcelo Fernandes (interino): maio de 2021 - 3 jogos Fernando Diniz: maio a setembro de 2021 - 31 jogos Fábio Carille: setembro de 2021 a fevereiro de 2022 - 26 jogos Fabián Bustos: março a julho de 2022 – 29 jogos Marcelo Fernandes (interino): julho de 2022 – 4 jogos Lisca: julho a setembro de 2022 – 8 jogos Orlando Ribeiro: setembro a novembro de 2022 – 12 jogos Odair Hellmann: novembro de 2022 a junho de 2023 – 34 jogos Paulo Turra: junho a agosto de 2023 – 7 jogos Diego Aguirre: agosto a setembro de 2023 – 5 jogos Marcelo Fernandes: setembro a dezembro de 2023 – 15 jogos Fábio Carille – janeiro a novembro de 2024 – 53 jogos Leandro Zago (interino) – novembro 2024 – 1 jogo Pedro Caixinha – janeiro a abril de 2025 – 17 jogos César Sampaio (interino) – abril de 2025 – 3 jogos Cleber Xavier – abril a agosto de 2025 – 15 jogos