Referência no meio-campo santista, o volante Zé Rafael, que ainda não marcou pelo Santos em 18 jogos (Raul Baretta/Santos FC) A escassez de gols é um problema crônico do Santos desde o início do Brasileirão. Quarto pior ataque do campeonato, com 25 gols em 26 jogos, o Peixe evoluiu como um todo sob o comando do técnico Juan Pablo Vojvoda, mas continua sendo um time ineficiente quando o assunto é colocar a bola na rede. Em seis partidas com o treinador argentino, o Alvinegro marcou apenas cinco gols, apesar de estar criando (e desperdiçando) mais oportunidades do que com os técnicos anteriores. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Referência no meio-campo santista, o volante Zé Rafael, que ainda não marcou pelo Santos em 18 jogos, não é especialista no assunto, pois atua mais na contenção dos adversários e na articulação com os homens de frente do Peixe. Mas, questionado sobre a falta de efetividade da equipe, ele analisou a situação. "É difícil falar de funções que não são as minhas. Seria fácil falar que a gente cria e que os caras não fazem gol, porque não estou naquela parte do campo. Não quero fazer crítica, mas a gente sabe que temos que melhorar a efetividade. Temos criado e sabemos que se você não faz, acaba tomando o gol. Isso tem dado uma desmotivada no time, alguns atletas sentem mais. Os meninos do ataque têm trabalhado muito, não é por falta de esforço. Às vezes é questão de timming, mas todos têm trabalhado para ajudar", comentou o volante. Confiança na recuperação Após uma sequência invicta de cinco jogos com Vojvoda, com uma vitória e quatro empates, o Santos voltou a decepcionar no último domingo. No pior jogo com o novo técnico, o Peixe jogou mal e saiu derrotado por 3 a 0 no Estádio Castelão, em Fortaleza, deixando mais uma vez os torcedores preocupados com o futuro do time no campeonato. O Alvinegro é o "porteiro" da zona de rebaixamento, com 28 pontos, três a mais do que o Vitória, primeira equipe na área de risco. "Foi uma partida bem atípica do que a gente vinha apresentando, uma partida que iniciamos um pouco mais devagar e a gente sabe que no nível que competimos, faz diferença. Nossos primeiros 15 minutos em Fortaleza foram muito abaixo. Isso facilitou para o adversário ter iniciativa e fazer o gol. E correr atrás é sempre mais difícil". Projetando uma reação contra o Corinthians, na próxima quarta (15), às 21h30, na Vila Belmiro, pela 28ª rodada do Brasileirão, Zé Rafael vê o time focado na recuperação. "Clássico difícil, mas nossa equipe tem se preparado muito. Vamos jogar em casa, tem o fator do campo, da torcida. Temos plena consciência do que precisamos fazer para sair dessa situação o quanto antes e buscar outros objetivos no campeonato".