O meio-campista Gabriel Bontempo, de 20 anos, foi a maior revelação do Peixe no Paulistão (Raul Baretta/Santos FC) Entre altos e baixos no Campeonato Paulista, o técnico Pedro Caixinha formou uma base titular para a sequência da temporada. Nos 14 jogos da campanha do Santos no Estadual, alguns atletas que iniciaram o ano como titulares encerraram o Paulistão entre os reservas. E outros, que eram carta fora do baralho, como o zagueiro Gil, se firmaram na equipe principal. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Numa análise setor por setor, A Tribuna traça um panorama do elenco santista, que terá, a partir do próximo dia 30, a disputa do Brasileirão, além dos confrontos na Copa do Brasil. Confira: Defesa Na esteira das boas atuações no ano passado, Gabriel Brazão se firmou no gol alvinegro. Seguro, o titular só deu uma chance para o reserva João Paulo atuar na temporada: na última rodada da primeira fase, quando Brazão, com um quadro de lombalgia, não jogou contra a Internacional, em Limeira. Entre os zagueiros, Luan Peres, que iniciou o ano como titular e fez 11 jogos, perdeu espaço na reta final da participação santista no campeonato para Gil. O veterano, escanteado por Caixinha no início da temporada, quando não foi usado nas seis primeiras rodadas, terminou o Paulistão em alta, como titular, atuando em sete jogos. Zé Ivaldo, que chegou por empréstimo do Cruzeiro sob certa desconfiança, garantiu a titularidade com um desempenho eficiente ao longo da campanha. Foi o zagueiro que mais atuou: 12 vezes. Irregular, João Basso terminou o Estadual em baixa, após cinco jogos. Luisão só entrou em três partidas. Laterais Na direita, Leo Godoy iniciou o Paulista como titular, mas com um desempenho ruim, perdeu a posição para JP Chermont nos últimos jogos. Mesmo assim, o argentino jogou dez partidas, contra nove do brasileiro. Hayner, com apenas 32 minutos jogados em dois confrontos, foi emprestado após o campeonato ao CRB. Na esquerda, Escobar não prima pela técnica, mas a garra e dedicação do argentino lhe valeram a titularidade praticamente absoluta, com 11 jogos. Tendo Souza e Kevyson como coadjuvantes, Vinicius Lira, revelação da base, apareceu em três partidas com bom potencial. No balanço das alas, o setor se mostrou o mais frágil em opções para o treinador português. Meio-campo Diego Pituca, capitão do Santos na temporada passada, e Tomás Rincón iniciaram o ano como volantes titulares, mas terminaram o Paulistão na reserva. João Schmidt, irregular no início do torneio, se firmou na posição, assim como a maior revelação do Peixe no Estadual: Gabriel Bontempo. Com personalidade, o meio-campista de 20 anos botou Pituca no banco e com desenvoltura, virou titular absoluto do setor. O Santos contará com um ótimo reforço para a posição na Copa do Brasil e no Brasileirão: o volante Zé Rafael, comprado junto ao Palmeiras e se recuperando de uma cirurgia na coluna. Na meia, Neymar dispensa apresentações. Retomando a boa forma jogo a jogo, o craque deu nova dinâmica à equipe e mostra que, com melhor condicionamento físico, vai fazer o Santos crescer. A dúvida é se o astro vai renovar o contrato, que termina no dia 30 de junho. Considerado uma das principais contratações do clube em 2025, Thaciano decepcionou. Em 11 jogos, não mostrou o futebol que o fez se destacar no Bahia. A meia também é uma posição carente no elenco, o que fez com que Caixinha tentasse Soteldo e Rollheiser em algumas rodadas na posição. Ataque O trio Soteldo, Tiquinho Soares e Guilherme se firmou como a melhor formação no sistema ofensivo do Peixe. Com 10 gols, artilheiro do Paulistão, Guilherme foi um dos destaques da equipe e único jogador que atuou nos 14 jogos. Não teve o mesmo brilho nos duelos das quartas de final e semifinal, apesar de dar duas assistências nestes confrontos. Gabriel Verón, Benjamín Rollheiser, Alvaro Barreal e Deivid Washington tiveram poucos minutos em campo, dando pequena margem para avaliação, mas terão a Copa do Brasil e o Brasileirão para brigarem por um lugar no time. Assim como o garoto Luca Meirelles, de 17 anos, que chegou a ser escalado sete vezes, no início da competição, e mostrou que tem potencial para crescer. O ataque é o setor que tem mais opções de qualidade para potencializar o desempenho da equipe no restante da temporada.